DNOTICIAS.PT
Madeira

Proteção Civil alerta para primeiras chuvas

Foto Arquivo/Aspress
Foto Arquivo/Aspress

O novo ano hidrológico começa amanhã, 1 de Outubro, e o Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC) apela à população da Madeira para que adopte medidas preventivas destinadas a reduzir os riscos associados às primeiras chuvas, nomeadamente inundações, cheias, enxurradas e acidentes rodoviários.

O ano hidrológico decorre entre 1 de Outubro e 30 de Setembro e permite acompanhar e comparar a precipitação registada em cada período. O início coincide com a aproximação dos meses tradicionalmente mais chuvosos na Região, levando a Proteção Civil a recomendar uma atenção redobrada às condições meteorológicas e ao estado das infra-estruturas de drenagem.

Os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mostram que o último ano hidrológico, 2025/2026, registou precipitação acima da normal climatológica em três das quatro estações meteorológicas analisadas na Madeira. Porto Santo apresentou a maior diferença, com 135% da precipitação considerada normal, enquanto Santana foi a única estação com um valor abaixo da média de referência, com 93%.

Lembra o SRPC, no Funchal/Observatório foram registados 561,1 milímetros de precipitação, correspondentes a 109% da normal. No Chão do Areeiro, a precipitação acumulada chegou aos 2.396,5 milímetros, equivalente a 124% da normal. Em Santana foram contabilizados 868,9 milímetros (93%) e no Porto Santo 441,9 milímetros (135%).

O SRPC chama a atenção para as características do relevo madeirense e para a configuração das bacias hidrográficas, que podem favorecer subidas rápidas dos caudais durante períodos de chuva intensa. As ribeiras, com percursos curtos e declives acentuados, aumentam o risco de cheias e enxurradas.

Entre as situações que exigem maior precaução estão as inundações urbanas súbitas, as cheias e enxurradas em zonas ribeirinhas e os galgamentos costeiros, sobretudo quando associados a marés vivas e temporais. A Proteção Civil alerta ainda para o risco de acidentes nas estradas e de danos em habitações, garagens e outras infra-estruturas.

Antes da chegada das chuvas, a recomendação passa por manter limpos e desobstruídos ralos, caleiras, algerozes, valetas e saídas de água em casas, quintais e garagens. A população deve também evitar colocar lixo, entulho ou resíduos nas ruas, sarjetas, linhas de água e valetas e verificar o funcionamento dos sistemas de drenagem domésticos.

O serviço recomenda igualmente a verificação de muros, taludes e encostas potencialmente instáveis, bem como a identificação das zonas habitualmente afectadas por cheias junto às residências. Muros de suporte, pontes e edifícios que possam apresentar sinais de instabilidade devem merecer atenção.

Em caso de chuva intensa, deve ser evitado circular ou estacionar em locais propensos a inundações e atravessar zonas inundadas, mesmo quando a altura da água aparenta ser reduzida. A população deve acompanhar as previsões meteorológicas e os avisos das autoridades e comunicar situações de risco, como estradas bloqueadas ou infra-estruturas danificadas.

Se existir risco de inundação no interior de uma habitação, a Proteção Civil recomenda desligar a electricidade e o gás. É também aconselhada a preparação de um kit de emergência com rádio, lanterna, água, alimentos não perecíveis e documentos essenciais.

O SRPC sublinha que a redução do risco é uma responsabilidade partilhada e considera que medidas simples de autoprotecção e vigilância podem contribuir para evitar situações de emergência durante os períodos de chuva intensa.

Já sabe, em caso de emergência, ligue 112. Saiba mais no site da Proteção Civil, aqui.