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IVG realizadas por estrangeiras refletem padrão demográfico da imigração

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Foto Arquivo/ António Pedro Santos / LUSA

A ministra da Saúde afirmou hoje que o número de interrupções da gravidez realizadas por mulheres estrangeiras reflete o padrão demográfico da imigração e resulta num desafio de garantir o acesso de pessoas de muitas nacionalidades ao planeamento familiar.

Os dados do relatório sobre o registo das interrupções da gravidez (IG) em 2025 indicam que foram realizadas um total de 18.869 IG, sendo que mais de quatro em cada dez foram feitas por mulheres estrangeiras.

Ana Paula Martins afirmou que estes dados refletem "o padrão demográfico desta imigração", ou seja, "mulheres jovens que precisam de aceder a cuidados de saúde, que precisam de ter acesso e informação diversa, também nas áreas de planeamento familiar, de vigilância da gravidez".

A existência de mulheres "de muitas nacionalidades que precisam de ser acomodadas", traduzem-se em "desafios para o Sistema Nacional de Saúde (SNS), disse Ana Paula Martins, sublinhando os desafios "linguísticos e culturais, que podem ser barreiras" que o sistema de saúde "tem que retirar".

De acordo com o relatório, as três nacionalidades mais representadas em 2025 foram a angolana (20,9%), a brasileira (19,7%) e a cabo-verdiana (14,6%).

Sobre o número total de 18.869 IG, se manter praticamente igual ao do ano anterior (18.871), a ministra justificou que tal poderá querer significar que se está a conseguir chegar às pessoas através de "mais informação e de melhor planeamento familiar".

Ana Paula Martins falava na Lourinhã, à margem da inauguração da requalificação de centro de saúde local, num investimento de 855 mil euros financiados na totalidade pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).