Estrangeiros a usarem roaming da NOS sobe 67,4% entre Maio e Agosto
Regiões autónomas (Açores 67% e Madeira 66%) é mais acentuada a internacionalização das comunicações no Verão
O número de utilizadores de operadores estrangeiros em roaming na rede NOS subiu 67,4% entre maio e agosto, de acordo com análise feita com base em dados agregados e anónimos da rede da operadora.
"Os dados da NOS registam utilizadores provenients de, pelo menos, 144 nacionalidades diferentes", segundo os dados, que considera os movimentos dos clientes e, no caso dos visitantes internacionais, os utilizadores de operadoras estrangeiras em roaming na sua rede.
Segundo a operadora, "os dados confirmam a forte importância dos mercados europeus para o turismo internacional em Portugal", com destaque para a França, que representou quase um terço (30%) de todos os estrangeiros.
Em segundo lugar ficou a Espanha (16%), seguida do Reino Unido (8%).
"Observa-se igualmente uma presença relevante de pessoas dos Estados Unidos (7%), especialmente nos principais centros urbanos", refere a NOS.
De acordo com a informação, é em Lisboa que se concentram mais turistas internacionais/emigrantes, com cerca de 20% de todos os utilizadores estrangeiros durante o mês de agosto, seguido de Faro (15,6%), Porto (13,9%), Braga (6,2%) e Setúbal e Viana do Castelo (ambos com 5%).
"É no Alentejo que se concentram menos visitantes internacionais - Portalegre tem apenas 0,8% de todos os estrangeiros, Évora 0,9% e Beja 1,1%", refere a análise da NOS.
"Os dados mostram que os destinos de maior volume total de utilizadores de operadores estrangeiros não são necessariamente os mais internacionalizados", pelo que olhando para a percentagem de internacionais, dentro da própria região, é "nas regiões autónomas que a internacionalização é mais acentuada no verão".
Durante agosto, nos Açores, "os turistas internacionais/emigrantes representam 67% do total na região, enquanto na Madeira são 66%. Em Portugal continental, os distritos com maior percentagem de internacionais são Viana do Castelo com 61%, Faro com 59%, e Vila Real com 50%".
Em termos de duração de férias, esta foi, de uma forma geral, entre três e cinco dias.
"No entanto, a existência de um volume relevante de turistas com estadias mais longas faz com que a duração média das férias seja significativamente superior, atingindo valores entre 6 e 10 dias em muitos destinos do interior, do Alentejo e das Regiões Autónomas", segundo a análise.
Os distritos "onde os veraneantes se demoraram mais tempo, em média, foram em Portalegre (7,2 dias), Viseu, Coimbra e Aveiro (6,7 dias)".
Os concelhos com estadias médias mais longas "foram Pedrógão Grande (10,1 dias), Avis (9,8 dias), Monforte (9,3 dias) e Tondela (9,2 dias), evidenciando uma capacidade acrescida para reter visitantes durante períodos prolongados".
Em sentido inverso, "os grandes polos urbanos e destinos de elevada rotação turística apresentaram permanências mais curtas, nomeadamente os distritos de Setúbal (5,3 dias), Porto (5,4 dias) e Lisboa (5,7 dias). Falando especificamente dos concelhos, destacam-se pela curta duração o Porto (3,6 dias), Loulé (3,6 dias), Funchal (3,9 dias), Cascais (4,0 dias) e Sintra (4,1 dias)".
Guarda foi o distrito com mais crescimento percentual de pessoas no verão
Guarda foi o distrito com maior crescimento percentual de pessoas nos meses de verão, cerca de 80%, e Lisboa foi o único a perder utilizadores, segundo análise feita com base em dados agregados e anónimos da rede NOS.
De acordo com os dados, depois da Guarda foram os distrito de Viana do Castelo (56%), Faro e Bragança (51%) e Vila Real (47%) que apresentaram mais crescimento percentual de utilizadores no verão.
A análise feita com base em dados agregados e anónimos da rede NOS considera os movimentos dos clientes e, no caso dos visitantes internacionais, os utilizadores de operadoras estrangeiras em roaming na sua rede.
"Pela dimensão e diversidade da sua base de clientes, os dados permitem obter uma leitura representativa dos movimentos de pessoas no território nacional", refere a empresa, na análise.
Destaque que Lisboa "foi o único distrito a perder utilizadores" durante os meses de verão, "com uma quebra de 9%.
"A análise dos fluxos turísticos permite concluir que as maiores quebras de número de pessoas registadas nos concelhos do distrito de Lisboa durante agosto estão diretamente associadas a deslocações para destinos de férias", refere a análise do grupo liderado por Miguel Almeida.
Cerca de 40% "têm como destino o Algarve, enquanto aproximadamente um terço se distribui pela Península de Setúbal e Costa Alentejana".
De acordo com a análise, no total, mais de dois terços das deslocações tiveram como destino zonas balneares no sul do país, "concentrando-se mais nos concelhos de Loulé, Almada, Albufeira e Portimão".