DNOTICIAS.PT
Mundo

Dez detidos em Marrocos por incitarem à imigração ilegal

None
Foto EPA/REDUAN

A polícia de Marrocos deteve hoje dez pessoas, incluindo dois menores, suspeitas de divulgarem informações falsas e conteúdos digitais que incitavam à realização de entradas em massa, de forma irregular, nas cidades espanholas de Ceuta e Melilla.

As detenções foram efetuadas em várias cidades do norte, centro e sul do país do norte de África, incluindo Casablanca, Marraquexe, Fez e Nador, por agentes da polícia judiciária, em coordenação com a Direção-Geral de Vigilância do Território, adiantou fonte oficial à agência Efe.

A polícia, acrescentaram as fontes, detetou publicações e conteúdos digitais que alegadamente preparavam com antecedência a invasão das vedações de Ceuta e Melilla e incitavam os utilizadores das redes sociais e das aplicações de mensagens a realizar operações coletivas de migração clandestina.

Marrocos e Espanha mobilizaram hoje um forte esquema de segurança nas fronteiras de Ceuta e Melilla (norte de África) após convocatórias nas redes sociais para travessias em massa, coincidindo com o dia de eleições realizado hoje no país magrebino.

O Governo espanhol reconheceu esta semana preocupação com possíveis entradas ilegais de pessoas nas duas cidades hoje e anunciou um reforço dos meios policiais nas fronteiras de Ceuta e Melilla.

No lado de Marrocos, foram também mobilizados dispositivos de segurança especiais para a fronteira com `Ceuta e para as estradas que ligam as cidades de Tânger e Tetuán à localidade fronteiriça de Fnideq, segundo fontes locais citadas pela agência de notícias Efe.

Durante a madrugada, houve no lado de Marrocos movimentos de grupos de migrantes de países subsaarianos que estão instalados na região de Fnideq e confrontos com a polícia, que terminaram com quatro detidos, disseram as mesmas fontes citadas pela agência de notícias espanhola.

Esta é a terceira convocatória nas redes sociais desde o final de julho, quando pelo menos 70 mil pessoas entraram no enclave espanhol numa crise humanitária sem precedentes na região, que resultou em pelo menos 141 mortes, segundo organizações civis.

Em 15 de agosto, uma convocatória semelhante terminou em confrontos entre migrantes subsaarianos e polícias marroquinos nos arredores de Fnideq (Castillejos), para impedir a travessia para Ceuta.