Saiba o que hoje é notícia
O ministro da Administração Interna volta hoje a reunir-se com os sindicatos da PSP e associações da GNR, com a reestruturação dos suplementos e a revisão do estatuto profissional e sistema remuneratório em agenda.
Para esta nova ronda de negociações, Luís Neves reúne-se ao início da tarde de hoje com as seis associações socioprofissionais da GNR, enquanto os sete sindicatos da PSP estão divididos em dois grupos para as reuniões.
Em cima da mesa vai estar a apresentação dos objetivos orientadores para a revisão do estatuto profissional e do sistema remuneratório e a discussão da proposta de revisão dos suplementos.
Para os sindicatos da PSP e associações da GNR, as negociações "mais importantes" começam hoje, uma vez que vão começar a ser discutidas as carreiras e as remunerações.
As estruturas que representam os elementos das forças de segurança voltam a reunir-se com Luís Neves 15 dias depois de o Ministério de Administração Interna (MAI) ter apresentado a proposta de atribuição de um suplemento de 160 euros, com retroativos a julho deste ano, e 230 euros em 2027, aos polícias que trabalham na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP e da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da GNR.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), que juntamente com a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) realizou na segunda-feira no Porto a primeira manifestação de um conjunto de protestos previstos para várias cidades do país, foi a única que se opôs à proposta apresentada pelo ministro.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
O Museu do Mobiliário, o primeiro do município de Paredes, no distrito do Porto, abre hoje portas para celebrar a arte em madeira e a tradição desse trabalho no território, com objetivo de também potenciar "o turismo industrial".
Instalado no Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela, que foi recuperado, o museu vai apresentar a história do mobiliário, estabelecendo uma visão do processo de produção e fabrico de mobiliário ao longo dos tempos, dos primórdios à atualidade, expondo peças finais, mas também máquinas, ferramentas e ainda cadeiras de autor, na exposição permanente.
Testemunhos de empresas, exposições temporárias de arte, atividades para famílias e crianças estão também contempladas para a vida do museu que inclui um auditório, um espaço para oficinas e demonstrações ao vivo da arte de trabalhar madeira.
A recuperação do edifício, um projeto de três milhões de euros, com cerca de 2,4 milhões comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, foi assinada pelos arquitetos Rui Dinis e Henrique Marques.
A inauguração marca a abertura da III Bienal Internacional das Artes em Madeira, a decorrer até 30 de novembro, com teatro, música e exposições, sendo "Filhos da Terra, Filhos da Floresta", a mostra central.
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A exposição "1936-1939 Espanha Fraturada" é inaugurada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Nova FCSH), em Lisboa.
A mostra, dedicada à Guerra Civil de Espanha e à forma como o conflito continuou a ser estudado, narrado e reinterpretado ao longo de décadas, tem por base o acervo das Bibliotecas da Nova FCSH e reúne publicações sobre diferentes dimensões do conflito, complementadas por reproduções de cartazes de propaganda dos dois campos, Republicanos e Falangistas.
A abertura da exposição conta com uma conversa sobre literatura e Guerra Civil de Espanha com a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e do escritor Pedro Mexia, moderada pela professora e investigadora da Nova Joana Meirim.
ECONOMIA
A Flixbus começa hoje a operar no terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, com 23 horários diários, numa altura em que o diferendo com a Rede Expressos, gestora da infraestrutura, se mantém.
A primeira partida de um autocarro FlixBus de Sete Rios está prevista para as 6:00, estando a primeira chegada ao terminal prevista para cerca das 8:20, segundo a informação transmitida pela operadora de origem alemã à imprensa.
Em comunicado, divulgado em 17 de setembro, a Flixbus indicou que o arranque da operação com 23 horários representa "uma primeira fase de um processo que considera longe de estar concluído", dizendo que "entre as 16:30 e as 20:30, não foi atribuída à FlixBus qualquer disponibilidade para operar diariamente no terminal, criando um período de bloqueio naquele que é o momento de maior procura".
A entrada da marca alemã no principal terminal de viagens de autocarros da capital acontece mais de seis meses depois de o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa ter determinado "a concessão imediata de acesso" da Flixbus a Sete Rios, "limitada à capacidade (efetivamente) disponível", sendo que as duas empresas estão em conflito desde 2023.
INTERNACIONAL
O Conselho de Ministros de Espanha reúne-se hoje com o objetivo de aprovar um decreto que proteja os inquilinos de despejos e aumentos descontrolados de rendas, pressionado por protestos que têm levado milhares de pessoas às ruas.
Os protestos por causa da crise na habitação e a dificuldade crescente de acesso a uma casa têm-se sucedido na última semana em várias cidades de Espanha, com especial dimensão em Madrid, depois do despejo pela polícia de Maricarmen Abascal, de 87 anos, do apartamento no centro da capital espanhola em que viveu desde 1956.
Sob o lema "nem uma Maricarmen mais", 300 mil pessoas, segundo a associação Sindicato de Inquilinas e Inquilinos de Madrid, e 25.000, segundo as autoridades, manifestaram-se no sábado nas ruas da cidade e centenas estão desde esse dia acampadas na praça Porta do Sol, onde instalaram perto de 400 tendas.
Face à pressão nas ruas e apelos diretos da própria Maricarmen Abascal, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, revelou no domingo que o Governo e o Partido Socialista (PSOE, que lidera) estão a "trabalhar em contrarrelógio" para levar hoje ao Conselho de Ministros um decreto com medidas para a habitação.
"E peço aos grupos parlamentares um último esforço para que seja aprovado no parlamento", afirmou Sánchez, que tem de negociar com uma geringonça de oito partidos a viabilização de decretos como este, incluindo com a plataforma de esquerda Somar, que está na coligação de Governo e tem cinco ministros. O Somar assumiu na segunda-feira "estar longe" ainda de um acordo com os socialistas neste caso.