Saiba o que hoje é notícia
Mais de 400 camiões de empresas de terraplanagens, transportes e movimentação de terras são esperados hoje, a partir das 07:30, numa marcha lenta entre Paredes e Coimbra, em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.
Segundo Miguel Machado Mendes, advogado que representa os promotores, estão envolvidas mais de 100 empresas nesta iniciativa, que pretende exigir "respostas concretas" ao Governo face ao aumento dos custos dos combustíveis, em particular do gasóleo, que afeta um setor considerado especialmente exposto ao preço da energia.
A marcha terá início junto à entrada de Lordelo da A42, seguindo pela A41 e, depois, pela A1, no sentido norte-sul, até Coimbra Sul.
A GNR anunciou um dispositivo policial "especialmente direcionado" para acompanhar o protesto, alertando para possíveis constrangimentos à circulação rodoviária.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
Santa Maria da Feira vai lançar a partir de hoje o festival Miolo, que, inspirado no mote "Do interior do livro ao interior do pensamento", pretende cruzar literatura com filosofia, política, sociologia, ciência, 'design' e outras áreas.
O evento de três dias contará com figuras como a urbanista e promotora cultural norueguesa Anne Beate Hovind, a escritora espanhola Clara Usón, o 'designer' e ilustrador da mesma nacionalidade Isidro Ferrer, e, entre os nomes portugueses, o advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes, a dramaturga Joana Bértholo e o escritor Gonçalo M. Tavares.
O festival irá decorrer na Biblioteca Municipal e será de entrada livre, embora implique reserva individual de lugar para cada sessão do programa.
ECONOMIA
O livro "Contas Certas - Crónica de uma mudança política em Portugal", um relato dos 1.664 dias de Mário Centeno no cargo de ministro das Finanças dos governos de António Costa, é lançado hoje em Lisboa.
Escrita pelo próprio Mário Centeno, em parceria com o jornalista Filipe Santos Costa, a obra, editada pelo Clube do Autor, será apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian pelo historiador José Pacheco Pereira.
Em 470 páginas, "Contas Certas" junta a revelação de elementos biográficos à descrição do percurso profissional do economista Mário Centeno até ao momento em que foi convidado pelo socialista José Vieira da Silva, numa pastelaria em Alvalade, para liderar o 'grupo de sábios' do PS, no final de 2014.
É o próprio Centeno que conta, na primeira pessoa, episódios ocorridos durante o período de governação e durante os preparativos que o antecederam, relatando, por exemplo, que durante a elaboração do cenário macroeconómico com que em 2015 o PS se apresentaria a eleições, guardou uma imagem da Nossa Senhora de Fátima na pasta de trabalho.
INTERNACIONAL
O Papa Leão XIV inicia uma visita de quatro dias a França a convite do Presidente francês, Emmanuel Macron, das autoridades eclesiásticas francesas e do diretor-geral da UNESCO.
É a primeira visita de um Papa a França desde Bento XVI, em setembro de 2008.
Missas gigantes, um programa intenso e grande entusiasmo popular e mediático aguardam Leão XIV, com a visita a ser encarada como uma oportunidade para uma Igreja Católica à procura de renovação.
Para a visita pontifícia, que custa 27 milhões de euros, foram mobilizados milhares de agentes das forças de segurança nas três etapas: Paris, Lourdes (sudoeste) e Metz (nordeste).
Da luta contra os abusos sexuais à inteligência artificial, passando pela crise migratória, a defesa da vida e a paz na Europa, a visita do Papa norte-americano abordará um vasto leque de temas, a sete meses das eleições presidenciais francesas, para as quais a extrema-direita surge numa posição de força.
Leão XIV tem chegada prevista hoje ao aeroporto de Paris-Orly, às 10:00 locais (- 1 hora em Lisboa), seguida de uma visita de cortesia a Emmanuel Macron e de um encontro com autoridades, sociedade civil e corpo diplomático no Palácio do Eliseu.
À tarde, Leão XIV visita a sede da UNESCO e celebra Vésperas na Catedral de Notre-Dame. À noite, participa numa vigília com jovens no Stade de France, em Saint-Denis.
LUSOFONIA, ÁFRICA E COMUNIDADES
Os partidos candidatos às eleições legislativas, locais e regional de domingo em São Tomé e Príncipe concentram hoje na capital são-tomense comícios e passeatas naquele que é o último dia da campanha.
A Ação Democrática Independente (ADI) e o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), os dois partidos favoritos à vitória nas legislativas, têm comícios previstos para o distrito de Água Grande, o mais populoso do país, onde se situa a capital, São Tomé.
O Movimento Basta vai realizar uma passeata, também por Água Grande. A coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN) não divulgou qualquer ação de campanha.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.
PAÍS
O PCP entrega hoje, no Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, uma petição contra a Linha Circular do Metropolitano e em defesa da Linha em Laço, que reúne mais de quatro mil assinaturas.
Para o partido e os signatários, a Linha em Laço é a solução que oferece um melhor serviço aos utilizadores, assegura ligações mais eficientes entre diferentes zonas da cidade e contribui para uma rede de transporte público mais funcional, acessível e democrática.
A Linha Circular pretende ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações - Estrela e Santos -, numa extensão de dois quilómetros, bem como criar um anel circular na Linha Verde, implicando com o trajeto na Linha Amarela a partir do Campo Grande.
A conclusão da obra da Linha Circular introduzirá um novo interface no Campo Grande, "obrigando milhares de utentes provenientes do Lumiar, Telheiras, Quinta das Conchas, Santa Clara/Ameixoeira e Odivelas a um transbordo adicional para aceder ao centro da cidade", realçam os peticionários, defendendo que esta alteração representa "um agravamento das condições de mobilidade".
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A Associação Utentes da Ponte 25 de Abril promove hoje um buzinão e uma marcha lenta na Ponte 25 de Abril contra o preço dos combustíveis e o custo de vida.
Os protestos também exigem a demissão da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, a reposição do teletrabalho, a suspensão de todas as portagens, do IVA e do ISP sobre combustíveis, e IVA zero nos alimentos e medicamentos.
Numa nota, a associação diz que o Governo "não tem apresentado medidas de apoio aos que 'ganham menos' e têm de recorrer ao carro para se deslocarem para trabalhar, estudar e ir médico, sem alternativa de transportes públicos".