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PJ investiga incêndio que queimou 25 hectares nos Canhas

Fogo começou pelas 23 horas de ontem e foi dado há pouco como extinto. Presidente da autarquia apela à população para estar “atenta a movimentos mais estranhos”

Foto Rui Silva/ASPRESS
Foto Rui Silva/ASPRESS

Apesar de o incêndio estar extinto, o dispositivo continuará no terreno para prevenir eventuais reacendimentos e acompanhar a evolução da área ardida.

A Polícia Judiciária está a investigar as circunstâncias em que deflagrou o incêndio florestal que, desde a noite desta sexta-feira, mobilizou um dispositivo reforçado nos Canhas, na Ponta do Sol, tendo ardido uma área estimada entre 24 e 25 hectares de terrenos agrícolas.

O DIÁRIO esteve no terreno, onde o comandante dos Bombeiros Mistos da Ribeira Brava e Ponta do Sol, Sidónio Pio, confirmou que o incêndio teve início pelas 23 horas e que, apesar de já estar extinto, os meios permanecem no local em trabalhos de rescaldo e vigilância.

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Sobre a presença da Polícia Judiciária e sobre uma eventual origem criminosa, o comandante explicou que a investigação está a cargo daquela polícia e que, neste momento, não é possível determinar a causa ou o ponto de ignição do fogo.

“A Polícia Judiciária está a fazer a sua investigação normal numa situação destas”, explicou Sidónio Pio, acrescentando que só após a investigação será possível perceber se houve ou não intervenção humana intencional. “Não sabemos neste momento qual é o ponto de ignição. Se é criminosa ou não. Só após a investigação é que a própria polícia poderá dizer.”

O incêndio deflagrou numa zona de mato próxima de várias residências e chegou a ameaçar terrenos agrícolas. No terreno chegaram a estar mobilizados 15 veículos e 53 operacionais, de várias corporações e entidades da Região.

O dispositivo integrou elementos dos Bombeiros Mistos da Ribeira Brava e Ponta do Sol, Bombeiros Voluntários da Calheta, Bombeiros Sapadores do Funchal, Bombeiros Voluntários Madeirenses e bombeiros de Santana, além de elementos da GNR, Polícia Florestal, Polícia Judiciária e Serviço Municipal de Protecção Civil da Ponta do Sol.

Declarações de Sidónio Pio

Segundo o comandante Sidónio Pio, o fogo encontra-se extinto, estando agora as equipas concentradas no rescaldo e na vigilância da área. Os meios deverão permanecer no local durante o dia e a noite, sendo posteriormente ajustados de acordo com a evolução da situação.

A manutenção da vigilância deverá prolongar-se pelos próximos dias, tendo em conta as condições meteorológicas, nomeadamente a exposição solar, o vento e as temperaturas elevadas.

Também o presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, Rui Marques, esteve no local e afirmou que a zona dos Canhas, mais precisamente no Carvalhal, “não é a primeira vez” que é afectada por incêndios. O autarca considerou que a hora a que este incêndio teve início levanta “fortes suspeitas”, mas sublinhou que é necessário aguardar pelo trabalho da Polícia Judiciária e pela análise dos especialistas antes de retirar conclusões.

Rui Marques apelou ainda à população para estar atenta a movimentos considerados suspeitos na zona, numa perspectiva de prevenção e protecção de pessoas e bens.

Declarações de Rui Marques

Quanto aos prejuízos, o autarca indicou que, para já, o impacto é sobretudo ao nível do mato e de alguns terrenos, estando técnicos da autarquia no terreno a avaliar eventuais danos em áreas agrícolas, estufas e estruturas de apoio à actividade agrícola. Só depois desse levantamento será possível determinar a extensão dos prejuízos e analisar eventuais apoios municipais aos proprietários afectados.

Segundo Rui Marques, enquanto os meios pesados de socorro não chegavam à zona, alguns residentes utilizaram levadas para desviar água de rega e ajudar no primeiro combate às chamas. O presidente da Câmara deixou um agradecimento à população pela colaboração prestada.

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A autarquia está agora também a apelar à poupança de água potável, uma vez que os autotanques mobilizados para o combate e para a vigilância estão a recorrer a pontos de abastecimento para reabastecer.

Apesar de o incêndio estar extinto, o dispositivo continuará no terreno para prevenir eventuais reacendimentos e acompanhar a evolução da área ardida.

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