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Ministra da Cultura agradece legado de "cantautor extraordinário"

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A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, agradeceu hoje o legado do músico Jorge Palma, que morreu na segunda-feira, considerando-o um "cantautor extraordinário".

Músico Jorge Palma morre aos 76 anos

O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou hoje a família.

Numa publicação na rede social X, Margarida Balseiro Lopes considerou o autor de temas como "Frágil", "Dá-me Lume" ou "Bairro do Amor" uma das vozes mais icónicas da música portuguesa das últimas décadas e endereçou "sentidas condolências" à família e amigos.

Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou a família nas redes sociais, pedindo que o autor seja lembrado "pelas suas canções e palavras", agradecendo "toda a amizade demonstrada ao longo dos anos".

As informações relativas às cerimónias fúnebres serão divulgadas mais tarde.

Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou aos seis anos a ter aulas de música, tendo ingressado no Conservatório de Música de Lisboa aos 10.

Embora a sua carreira comece a ser contada em 1972, ano em que gravou o primeiro 'single' em nome próprio, "The Nine Billion Names of God", o percurso na música começou oito anos antes, aos 14 anos, quando abandonou a música clássica para se dedicar ao pop-rock.

Antes de se apresentar em nome próprio, Jorge Palma fez parte do grupo Sindicato, que tocou na primeira edição do festival de Vilar de Mouros, em 1971, e dos Black Boys.

Na década de 1990 avançou com o Palma's Gang (banda com Zé Pedro e Kalu, dos Xutos & Pontapés, e Flak e Alex Cortez dos Rádio Macau), fez música para teatro, esteve no grupo Rio Grande e compôs para outros músicos.

Em maio do ano passado estreou o espetáculo "3 palmas na mão", no qual se apresentava em palco com os dois filhos, Vicente Palma, nascido em 1983 e que integra a banda que acompanhava o pai há cerca de 20 anos, e Francisco Palma, nascido em 1995.

Jorge Palma venceu o Prémio José Afonso, em 2002, com "Jorge Palma", e a primeira edição do Prémio Pedro Osório, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2012, com o álbum "Com todo o respeito".

Em 2020, Jorge Palma foi distinguido com a medalha de mérito cultural da Câmara Municipal de Lisboa, no final de um concerto de celebração dos seus 70 anos, e foi condecorado pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Em abril deste ano, recebeu o Prémio Carreira dos 8.º PLAY - Prémios da Música Portuguesa, decidido pela direção Audiogest, que gere e representa os direitos das editoras multinacionais, nacionais e independentes.