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Dançando com a Diferença celebra 25 anos com 'Gosto de Andar à Sombra' em Viseu

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Foto: Hugo Moreira

A companhia Dançando com a Diferença apresenta, no próximo dia 26 de Setembro, às 16h30, no Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, a visita dançada 'Gosto de Andar à Sombra', uma criação da coreógrafa Leonor Barata.

Segundo nota à imprensa, a iniciativa integra o programa de comemorações dos 25 anos da Dançando com a Diferença e surge associada à exposição 'Existe Luz na Sombra', dedicada à memória e obra da artista madeirense Lourdes Castro.

Longe do formato tradicional de uma visita guiada, 'Gosto de Andar à Sombra' propõe ao público uma experiência sensorial e performativa, através da qual a obra de Lourdes Castro é explorada pelo corpo, movimento, palavra e silêncio.

Conduzida pelos intérpretes Bernardo Graça e Laura Ávila, a visita percorre diferentes caminhos de percepção e estabelece uma relação directa entre as obras expostas e as propostas coreográficas de Leonor Barata.

Conhecida como a 'artista da sombra', Lourdes Castro é uma das referências da arte contemporânea portuguesa. O seu percurso artístico desenvolveu-se em torno de conceitos como a sombra, a linha, o contorno e a presença ausente, elementos que assumem particular importância na exposição patente no Museu Nacional Grão Vasco.

A Dançando com a Diferença mantém uma ligação de longa duração com o MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira, onde é companhia residente desde 2006. No âmbito da exposição, a companhia participou também na criação e gravação de guiões de audiodescrição para algumas das obras e no desenvolvimento de objetos impressos em 3D, numa parceria com a empresa MOVECHO.

Estas soluções de mediação cultural procuram criar novas formas de relação com a obra de Lourdes Castro e contribuir para uma experiência mais acessível e interativa para diferentes públicos.

“Gosto de Andar à Sombra parte da obra de Lourdes Castro”, explica a coreógrafa Leonor Barata, destacando o carácter “hiper coreográfico” da produção da artista, marcada pela presença de contornos do corpo e da linha. “Tudo isso são inspirações fortes em termos coreográficos. Nós apostamos muito nessa relação direta com a obra e com aquilo que ela nos inspira”, acrescenta.

A coreógrafa salienta ainda o papel dos intérpretes enquanto mediadores entre a obra e o público, afirmando que estes “acrescentam camadas” à perceção da exposição e integram o próprio corpo na experiência de visita.

Para Henrique Amoedo, director artístico da Dançando com a Diferença, a iniciativa assume particular significado no ano em que a companhia assinala 25 anos de actividade. “Esta visita guiada dançada é uma oportunidade para explorar a obra de forma inovadora e sensorial”, afirma, sublinhando que a interação entre movimento, corpo e espaço permite ao público envolver-se ativamente na experiência artística.

A iniciativa pretende, assim, cruzar dança, artes visuais e acessibilidade, reforçando a missão da Dançando com a Diferença de desenvolver projectos participativos e de criar novas formas de acesso e fruição cultural.

A Dançando com a Diferença é uma estrutura financiada pela República Portuguesa, através da Direcção-Geral das Artes, pelo Governo Regional da Madeira, através da Direcção Regional de Educação e da Direcção Regional da Cultura, e pela Câmara Municipal do Funchal. É companhia residente no MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira.