Passaram 25 anos
Depois do 11 de Setembro de 2001, o mundo perdeu oportunidades de se tornar mais seguro e mais sociável.
A resposta imediata foi a vingança desenfreada, o que veio complicar as relações entre Estados e agravar a desconfiança entre povos. Em vez de se privilegiar o diálogo, a cooperação e a justiça, optou-se muitas das vezes pela força, alimentando novos conflitos e ressentimentos.
Durante um período sensivelmente longo, o terrorismo fez o que quis, espalhando o medo e deixando o mundo em suspenso. A dúvida sobre a possibilidade de um novo ataque bombista instalou uma comoção aflitiva, condicionando a vida quotidiana e as liberdades. O combate ao terrorismo foi mais do que necessário, mas nem sempre foi conduzido com o equilíbrio exigido.
O mundo não se tornou mais seguro. Está mais desconfiado, mais dividido e menos disponível para o diálogo e para a convivência. O 11 de Setembro deveria ter sido uma oportunidade para reforçar a solidariedade internacional, mas mostrou, na prática, a incapacidade dos Estados de aprender com a tragédia e construir uma paz duradoura.
Passados estes 25 anos, é a lei da força que comanda as opções de muitos países. Na Europa, no Médio Oriente e em África, continuamos a assistir a guerras sem fim à vista, como se fossem uma situação aceitável.
Onde está a força da ONU para travar estes desmandos?
Carlos Oliveira