O dia que mudou o mundo foi há 25 anos
Há 25 anos, os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos mudaram a aviação, a economia, a política internacional e a percepção de segurança em todo o mundo. As manchetes dos jornais desta sexta-feira recuperam esse dia histórico, mas também mostram como, um quarto de século depois, os efeitos daquele acontecimento continuam presentes. Entre a retrospectiva dos atentados e os seus impactos, a actualidade nacional divide-se entre política, economia, saúde, educação, justiça e desporto.
No Expresso
O semanário abre espaço para vários dos temas que marcam a actualidade nacional e internacional, desde o aviso de Passos a Montenegro — "O tempo está a esgotar-se" — até à saída de Ricardo Reis do FMI na sequência de críticas à administração Trump. O jornal aborda ainda a poluição nas Lajes, a dívida militar que o Governo será obrigado a levar ao Parlamento, as rotas de entrada de droga pela Comporta e Trafaria e a intenção do PS de facilitar a realização de referendos sobre a regionalização. Na sociedade, destaca o aumento do congelamento de óvulos para adiar a gravidez e os resultados do PISA, enquanto na economia surgem os alertas sobre o petróleo e a dívida norte-americana. Cristina Ferreira é notícia por uma alegada "falta de ética" e o jornal antecipa ainda uma nova onda de calor. Mas é o 11 de Setembro que ganha um dos grandes destaques, com a análise dos 25 anos dos atentados sob o título "Não aprendemos as lições".
No Nascer do Sol
A política domina a edição, com o "Orçamento fantasma" apresentado como factor de desgaste da oposição e o PSD e o PS a afinarem estratégias para isolar o Chega. Na Defesa, Nuno Melo considera que o investimento no sector constitui "uma oportunidade extraordinária para alavancar a economia nacional". O jornal dá também destaque às declarações de Paulo Penteado sobre as razões para Portugal estar preocupado com a presença do PCC. Incêndios, formação dos bombeiros do Norte e um retrato da depressão em Portugal completam a actualidade nacional. Cacilhas, o futuro do Cais do Ginjal, as potencialidades do Alentejo, o estado do futebol português e as férias de Francisco César são outros dos temas abordados.
No Correio da Manhã
O jornal centra a primeira página em dois casos relacionados com uma rede de prostituição, depois de uma denúncia sobre um alegado cartel ter dado origem a uma investigação que envolveu tráfico de droga e escutas telefónicas sobre a contratação de mulheres. Entre os restantes destaques está o 11 de Setembro, assinalado como os "25 anos do dia que mudou o mundo". O CM noticia também uma oferta de mil euros para resgatar gatos, o agravamento dos juros pelo BCE para 2,5%, um incêndio no café Nicola, no Rossio, que feriu três pessoas, e o aumento de 47,8% dos custos da administração da SAD do Benfica. No futebol, realça o arranque de Luis Suárez no Sporting e dá conta das novas tabelas de táxi no aeroporto de Lisboa, com preço mínimo de 16 euros. Em Olhão, a invasão de uma casa por um grupo que terá tentado matar dois irmãos à facada fecha o conjunto de notícias de maior impacto.
No Público
O diário coloca a economia no centro da actualidade, alertando que uma inflação elevada durante mais tempo poderá conduzir a novas subidas das taxas de juro. O 11 de Setembro surge como um dos grandes temas do dia, com a conclusão de que "o mundo mudou, mas não ficou melhor". Na habitação, o jornal destaca a pressão habitacional que já afecta mais de metade dos municípios abrangidos pela regra europeia. Na cultura, Tiago Rodrigues apresenta uma visão de futuro para o teatro que vai "da Terra a Marte". A formação de médicos e incentivos fiscais para os fixar no interior é outra das propostas em destaque, enquanto Cascais surge associada à decisão da protecção de dados de chumbar 314 câmaras de videovigilância.
No Jornal de Notícias
O JN destaca o impacto das receitas fiscais nas contas públicas, titulando que os ganhos do Estado com IVA permitem pagar um alívio no IRS. A educação surge com milhares de alunos a iniciarem o ano lectivo sem todos os professores, enquanto a inflação e a subida das taxas do BCE fazem aumentar as prestações do crédito à habitação. Na Justiça, a falta de técnicos de informática é apontada como um problema para o combate ao cibercrime. O jornal denuncia ainda falhas nas ETAR que levam poluição ao rio Leça e o alargamento de um aterro em Braga e Póvoa de Lanhoso que está a alarmar as populações. Entre os restantes destaques estão Mick Jagger, aos 83 anos, uma decisão do Supremo que obriga à reintegração de um cadete da PSP e o regresso de Froholdt aos treinos no FC Porto.
No Diário de Notícias
O DN coloca o 11 de Setembro no centro da edição, recordando os 25 anos desde os ataques que fizeram com que "o mundo nunca mais fosse o mesmo" e analisando a resposta dos Estados Unidos. Na actualidade nacional, cerca de 70 mil alunos regressam às aulas sem todos os professores, enquanto a segunda-feira é apontada como o dia da semana com mais chamadas para o INEM, num contexto em que a greve poderá ter impacto. A falta de médicos no interior leva a Ordem a defender internatos reforçados, hospitais diferenciados e mais incentivos. O novo partido Reconquista, a subida dos juros pelo BCE e o crescimento de 15% no número de futebolistas profissionais femininas são outros dos temas em destaque. O DN recupera ainda a obra do realizador Michael Haneke numa retrospectiva dedicada ao cinema.
No Negócios
O jornal económico olha para o 11 de Setembro a partir das profundas alterações provocadas pelos ataques na economia e nos mercados. "As horas que mudaram o mundo" recuperam o antes e o depois de 2001 na aviação, na banca e na economia mundial, com oito momentos considerados decisivos. A conjuntura económica continua marcada pelos juros elevados, que deverão permanecer altos durante um longo período, enquanto o aumento dos combustíveis retira poder de compra às exportações. A antiga Siderurgia surge ligada ao investimento em energia solar para reduzir a factura energética e M.ª Luís Albuquerque lamenta a falta de ambição nas pensões. Na cultura, Ruben Alves descreve Lisboa como "um teatro a céu aberto".
No O Jornal Económico
A edição centra-se nos negócios e na energia, com a Air France-KLM a admitir uma opção para o pagamento da TAP em acções. As empresas procuram também usar inteligência artificial para acelerar processos nos tribunais. O regresso do Estado à REN é outro dos temas, num contexto em que o investimento chinês continua a ser acompanhado de perto nos sectores da energia e das telecomunicações. O jornal dá ainda conta da satisfação dos cinco maiores bancos portugueses com a subida do país no ranking e do aumento da procura pelos estaleiros navais, ao ponto de alguns já recusarem navios. A crise energética, com petróleo e gás mais caros a pressionarem empresas, exportações e emprego, completa a actualidade económica, ao lado da procura de Portugal por ultrarricos estrangeiros para casamentos e da disputa internacional por um palácio avaliado em 100 milhões de euros.
No Record
O futebol domina a capa, com o Benfica em destaque pela tentativa de Rui Costa de garantir o norueguês Schjelderup e pelas condições para a renovação do jogador. Prestianni é apresentado como uma surpresa e reclama uma chamada à selecção argentina, enquanto o Benfica surge também associado ao facto de apenas o Barcelona marcar mais golos. No Sporting, Zalazar ganha protagonismo na estratégia de Rui Borges e Luis Suárez aparece entre os maiores goleadores leoninos na Champions. Doumbia desperta atenção em Itália. No FC Porto, Froholdt poderá estar disponível e Mateus Mide renovou até 2031. O empate entre Estrela da Amadora e SC Braga, a abertura da Liga de Futsal e a reviravolta tricolor também merecem chamada de capa.
No O Jogo
A actualidade portista domina a edição, com Bednarek e Kiwior apresentados como a "dupla de aço" que procura voltar a garantir uma baliza inviolável, enquanto Froholdt aguarda a confirmação da disponibilidade para defrontar o Casa Pia. Mateus Mide renovou até 2031. No Benfica, Prestianni abre a porta à selecção argentina e Bruma surge associado à possibilidade de rescindir. No Sporting, Zalazar aparece como uma aposta com a marca de Rui Borges. O Estrela da Amadora venceu o Braga por 2-1 num jogo disputado em campo neutro, enquanto João Moutinho admite a inexperiência da equipa. O jornal dedica ainda um espaço especial ao 25.º aniversário do 11 de Setembro, recordando como o Boavista viveu os dias que se seguiram aos ataques, com Petit a recordar: "Pensávamos que era um filme", e Elpídio Silva a explicar o momento em que "o peso saiu", já depois de aterrar.
E no A Bola
O Benfica domina a capa, com Prestianni e Schjelderup apresentados como os "miúdos-maravilha" da equipa de Marco Silva e como prioridades para futuras renovações. O antigo avançado Hassan deixa uma mensagem ao compatriota El Karouani, enquanto Luis Suárez surge em grande destaque no Sporting depois de igualar Liedson, Gyökeres e Trincão como melhor marcador leonino na Champions, com seis golos. O jornal explica ainda como Rui Borges alterou o jogo frente ao Galatasaray e acompanha o trabalho de Ba para conquistar a titularidade. No FC Porto, Zaidu está apontado à renovação e Froholdt ao clássico, enquanto Mateus Mide fica ligado ao clube até 2031. O Sporting também surge com a vitória no arranque da Champions de andebol e João Almeida em destaque na Vuelta. Ao lado de toda esta actualidade desportiva, a manchete "Há 25 anos o mundo mudou" recupera o acontecimento que, precisamente há um quarto de século, alterou o curso da história contemporânea.