PSD defende pastoreio organizado na protecção do território
Social-democratas destacam contributo dos rebanhos para a limpeza dos terrenos e defendem conciliação entre pastorícia, bem-estar animal e conservação da natureza
O Grupo Parlamentar do PSD esteve esta quarta-feira no terreno, numa iniciativa junto de uma associação responsável pela gestão e acompanhamento de um rebanho numa zona de serra, para valorizar o papel do pastoreio organizado na manutenção do território, no bem-estar animal e na protecção do património natural da Região.
A iniciativa serviu para destacar uma prática que, segundo os social-democratas, pode assumir um papel relevante na limpeza e manutenção dos terrenos, sobretudo numa realidade em que os custos associados a estas tarefas representam um encargo significativo para os proprietários.
Rafaela Fernandes apontou três dimensões que considera fundamentais na abordagem à pastorícia: a responsabilidade dos proprietários dos animais e dos terrenos, a salvaguarda do bem-estar animal e a compatibilização entre a actividade humana e a conservação do património natural.
A deputada sublinhou que a presença de animais nas zonas de serra deve estar associada a um acompanhamento adequado, rejeitando uma lógica de abandono dos rebanhos. “Não podemos olhar para os animais que estão na serra como se fossem simplesmente libertados e ficassem por sua conta”, afirmou, defendendo que existe uma responsabilidade dos proprietários que deve ser assegurada, nomeadamente ao nível do acompanhamento e das condições de bem-estar dos animais.
Neste contexto, Rafaela Fernandes destacou o trabalho desenvolvido pela associação visitada, particularmente a articulação com os serviços veterinários, que permite assegurar o acompanhamento médico dos animais e o cumprimento do processo de vacinação previsto para setembro.
O PSD considera também essencial reforçar a articulação entre os proprietários dos terrenos e as associações que desenvolvem este tipo de actividade. Para os social-democratas, a presença organizada de rebanhos pode constituir uma solução para a manutenção dos espaços, permitindo simultaneamente reduzir os encargos que a limpeza dos terrenos representa para os proprietários.
“Esperamos que este exemplo possa ser replicado e que mais proprietários se envolvam”, afirmou Rafaela Fernandes, defendendo que os proprietários que não pretendam assumir individualmente a manutenção dos terrenos e o acompanhamento dos animais podem recorrer a associações com capacidade para assegurar essa conjugação.
A deputada do PSD reforçou ainda que a protecção ambiental deve ser entendida como uma responsabilidade colectiva, considerando necessário encontrar um equilíbrio entre a existência de áreas de património natural protegido e a presença de actividades humanas, entre as quais a pastorícia.
A perspectiva defendida passa por encarar a actividade pastoril não apenas como uma utilização do território, mas também como uma prática que, quando devidamente organizada e acompanhada, pode contribuir para a preservação e valorização dos espaços naturais.
Neste âmbito, Rafaela Fernandes recordou que está em curso o processo de revisão do PROF-RAM, com metas já definidas, referindo igualmente que o Grupo Parlamentar do PSD tem acompanhado a actividade humana em meio natural e a forma como esta pode ser compatibilizada com a protecção do património da Região.
“Hoje queremos, sobretudo, valorizar o trabalho que esta associação tem desenvolvido e que permite uma conjugação feliz entre a conservação do património natural e o bem-estar animal”, afirmou, salientando a importância de garantir que os animais permanecem acompanhados e integrados no meio onde se encontram.