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Madeira

Chega-Machico exige devolução de pescado apreendido no Caniçal

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A concelhia do Chega em Machico veio a público, esta terça-feira, declarar-se solidária com os pescadores depois da apreensão de pescado no Caniçal por parte da Autoridade Marítima e pediu que o peixe seja entregue de volta ao armador, que entende ter sido alvo de uma apreensão injusta.

2.011 quilos de atum-gaiado não declarado detectados no Caniçal

NRP Zaire detectou mais de duas toneladas de pescado que não constavam dos registos apresentados durante uma acção de fiscalização

O partido também aponta críticas ao momento escolhido para a operação, que ocorreu na semana da Festa de Nossa Senhora da Piedade, classificando-o como “de péssimo gosto” tendo em conta o peso que essa celebração tem para a comunidade piscatória local.

Através de comunicado, Liliana Teixeira, líder da concelhia, deixou definida a posição do partido:

“O Chega não anda na corda bamba, nem joga a dar uma no cravo e outra na ferradura. A nossa posição é absolutamente clara! Estamos com os pescadores. Estamos com aqueles que trabalham, que enfrentam o mar e que sustentam as suas famílias através da pesca. Quando entendemos que uma apreensão é errada, não procuramos desculpas nem temos medo de o dizer”. Liliana Teixeira

A responsável sustenta que a devolução do pescado ao armador é uma exigência simples e justa: “Estamos aqui para defender aquilo em que acreditamos, que é que o pescado seja devolvido ao armador. É tão simples quanto isso. Não podemos aceitar que quem trabalha seja prejudicado por uma decisão que consideramos errada e que depois todos assobiem para o lado à espera que o problema desapareça”.

Liliana Teixeira apela também a uma alteração na forma como as entidades públicas se relacionam com o sector da pesca.

“No Caniçal sabemos muito bem aquilo que o mar representa. Há gerações de famílias que fizeram e continuam a fazer a sua vida na pesca. São pessoas trabalhadoras, conhecedoras do mar e que não pedem privilégios. Pedem respeito, justiça e condições para trabalhar. É ao lado dessas pessoas que o Chega está e continuará a estar”. Liliana Teixeira