Nuno Maciel defende Casas do Povo como "estruturas vivas" das comunidades
O secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, defendeu, esta sexta-feira, a importância das Casas do Povo na coesão social e na resposta às necessidades das populações, considerando estas instituições "estruturas vivas" e profundamente enraizadas nas comunidades.
A afirmação foi feita durante a tomada de posse dos novos órgãos sociais da Casa do Povo da Calheta, para o triénio 2026-2029, numa cerimónia realizada no Dia Nacional das Casas do Povo.
"Uma sociedade forte constrói-se a partir de comunidades fortes", afirmou Nuno Maciel, defendendo uma valorização contínua das instituições que desenvolvem o seu trabalho no terreno e mantêm uma relação de proximidade com as populações.
As Casas do Povo são estruturas vivas, profundamente enraizadas nas nossas freguesias e nos nossos concelhos, que continuam a ter um papel absolutamente essencial na resposta aos desafios sociais, culturais e profissionais das nossas comunidades Nuno Maciel, secretário regional de Agricultura e Pescas
O governante destacou, em particular, o trabalho desenvolvido pela Casa do Povo da Calheta nas áreas da formação, qualificação, empregabilidade, cultura e apoio social, considerando que a instituição demonstra a capacidade destas estruturas para acompanhar as novas realidades.
"É esta capacidade de acompanhar os tempos, sem perder a ligação às pessoas e à identidade das nossas comunidades, que faz a diferença", sustentou.
Nuno Maciel defendeu ainda que a intervenção política deve manter uma ligação próxima ao território. "A política não pode estar desligada do território. Quem governa tem de ouvir, conhecer e apoiar quem está no terreno e quem trabalha diariamente para melhorar a vida das pessoas", afirmou.
Na ocasião, o secretário regional felicitou os novos órgãos sociais da Casa do Povo da Calheta, presididos por Ana Filipa Ferreira de Sousa, e destacou o papel do associativismo e das instituições de proximidade enquanto parceiros na construção do futuro da Região.
"A Madeira precisa de instituições fortes, de dirigentes disponíveis e de comunidades participativas", afirmou, acrescentando que é através desta rede de proximidade que será possível construir uma Região "mais coesa, mais preparada e com mais oportunidades para todos".
Criada em 1973, a Casa do Povo da Calheta desenvolve uma intervenção diversificada nas áreas social, cultural, formativa e profissional, procurando responder às necessidades da população e reforçar a participação e valorização da comunidade.
Entre as iniciativas desenvolvidas nos últimos anos estão várias acções de formação, incluindo cursos de Marinheiro e Patrão Local, em parceria com a escola RadarVirtual, formação na área da Gestão de Alojamento Local, bem como cursos de Inglês, Costura e outras iniciativas de capacitação.
A instituição dispõe ainda de um Polo de Emprego, que constitui uma resposta de proximidade para jovens e adultos desempregados ou que procuram melhorar a sua situação profissional, prestando apoio na procura de emprego e na qualificação.