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Madeira

JSD São Vicente quer recuperar município e dar “lição de competência ao País”

Júlia Santos assumiu a liderança da estrutura concelhia, que aponta a habitação, emprego, formação, desporto e cultura como prioridades para a juventude

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Foto JSD

A JSD São Vicente iniciou, esta quinta-feira, um novo ciclo político, com a tomada de posse de Júlia Santos como presidente da estrutura concelhia. A nova líder dos jovens social-democratas defendeu uma organização “unida e capaz de dar voz aos jovens do concelho” e assumiu como objectivo criar condições para que estes possam concretizar os seus projectos de vida em São Vicente.

A cerimónia, realizada na sede local do PSD, contou também com as intervenções do líder regional da JSD, Bruno Melim, e do antigo presidente da Câmara de São Vicente e actual deputado à Assembleia Legislativa da Madeira, José António Garcês.

Na sua intervenção, Bruno Melim considerou que a tomada de posse marca o início de um novo ciclo para a JSD São Vicente e desafiou a nova equipa a contribuir para a “reconstrução do Norte”. O dirigente defendeu uma estrutura mais abrangente e representativa da sociedade, com capacidade para formar quadros e cidadãos e para intervir nos principais problemas do concelho. Destacou ainda a decisão da JSD São Vicente de retomar a intervenção política num contexto em que o PSD se encontra na oposição no município. Para o dirigente regional, a nova estrutura deve começar desde já a trabalhar sobre os problemas locais, não obstante apontar 2029 como um momento eleitoral para o qual a JSD deverá estar preparada.

O líder regional da JSD dirigiu fortes críticas à actual governação de São Vicente, dizendo que o Chega “é um bando de loucos que transformou São Vicente num deserto." Bruno Melim criticou igualmente aquilo que considera ser a utilização das redes sociais da Câmara Municipal como um instrumento de “desinformação”.

Perante este cenário, defendeu que o PSD deve apostar na organização, responsabilidade e capacidade de colocar os interesses coletivos acima dos individuais. “Não há desculpas. O passado está lá atrás e o nosso caminho é para a frente”, afirmou, mostrando-se convicto de que os social-democratas terão condições para “recuperar o município e dar uma lição de competência ao País”.

Júlia Santos apontou, por sua vez, a habitação, formação, emprego, desporto e cultura como algumas das áreas prioritárias da nova direção da JSD São Vicente. A nova responsável concelhia afirmou que pretende trabalhar para “criar condições para que os jovens vicentinos possam concretizar os seus projectos de vida no seu concelho”, defendendo igualmente uma maior valorização dos jovens e do seu contributo para o futuro de São Vicente.

A dirigente garantiu que a JSD estará atenta às decisões políticas do município que tenham impacto na população jovem e assegurou que a estrutura não ficará em silêncio perante aquilo que considera serem “opções erradas, populismos e ameaças”.

José António Garcês recordou o seu próprio percurso na juventude partidária e reconheceu que a JSD enfrenta actualmente uma realidade diferente daquela que conheceu, marcada pela condição de oposição do PSD no concelho.

O antigo autarca defendeu que São Vicente “tem de voltar à normalidade e a ser liderado pelo PSD”, apelando à nova equipa da JSD para assumir uma intervenção activa no território. Garcês destacou o papel da juventude partidária na formação de futuros quadros políticos e incentivou os novos dirigentes a “olhar para o concelho, apresentar propostas e promover iniciativas” capazes de contribuir para o bem-estar da população.