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Madeira

IL teme novos estrangulamentos com corredores BUS no Funchal

Deputada municipal questiona o impacto das alterações que entram em vigor amanhã e pede à Câmara critérios claros para avaliar os resultados da medida

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A Iniciativa Liberal (IL) está preocupada com o impacto que as novas alterações à circulação rodoviária poderão ter no Funchal, considerando que a criação de cerca de 775 metros de corredores BUS nas ruas 5 de Outubro, 31 de Janeiro e do Visconde de Anadia poderá retirar capacidade a vias já congestionadas e provocar novos estrangulamentos.

Sem contestar o objectivo de reforçar a utilização dos transportes públicos, a deputada municipal da IL, Rosie Bayntun, defende, em comunicado de imprensa, que uma intervenção desta dimensão deveria ser acompanhada por uma avaliação dos efeitos na circulação automóvel, nas cargas e descargas, no comércio e no acesso aos parques de estacionamento.

Uma das principais preocupações prende-se com a Rua 31 de Janeiro e a zona da Ponte do Bazar do Povo, onde a IL antevê dificuldades acrescidas devido às condicionantes já existentes, incluindo a praça de táxis junto à Igreja do Carmo, o trânsito local e os acessos aos parques de estacionamento.

O partido questiona também qual será o ganho efetivo para os transportes públicos. “Ninguém pode ser contra a melhoria dos transportes públicos”, afirma Rosie Bayntun, considerando, porém, necessário perceber se os novos corredores vão efetivamente aumentar a velocidade e regularidade dos autocarros ou se irão apenas transferir o congestionamento para outras artérias.

As operações de cargas e descargas constituem outro foco de preocupação. Apesar de a Câmara Municipal prever períodos específicos para estas operações na Rua 31 de Janeiro, a IL entende que o espaço disponível já é insuficiente numa zona comercial central e teme que a redução da capacidade viária agrave a pressão existente.

A IL recorda ainda os problemas que, na sua perspetiva, resultaram da aplicação da faixa BUS junto ao Marina Shopping, nomeadamente na zona da Rotunda do Infante, questionando a opção por avançar agora com uma aplicação mais abrangente.

Impacto no regresso às aulas preocupa

A Iniciativa Liberal critica igualmente o momento escolhido para implementar as alterações, a partir de 2 de setembro, coincidindo com o regresso às aulas e com o retomar das rotinas profissionais após o período de férias.

Para Rosie Bayntun, a escolha desta altura poderá dificultar a avaliação inicial da medida, precisamente quando aumenta significativamente o número de deslocações diárias na cidade.

O partido questiona ainda o modelo de acompanhamento previsto pela autarquia e defende que devem existir critérios objetivos para medir os resultados e determinar eventuais correções. A IL considera insuficiente que o funcionamento do novo modelo dependa, numa fase inicial, do reforço da fiscalização policial.

“Se nos primeiros dias tivermos polícias sinaleiros em todos os pontos críticos, é natural que a circulação pareça funcionar. Mas o que acontece quando essa presença deixar de ser necessária?”, questiona a deputada.

Para a IL, a Câmara Municipal deve esclarecer antecipadamente como irá monitorizar os efeitos dos corredores BUS, que níveis de congestionamento serão considerados aceitáveis e em que circunstâncias poderá alterar ou reverter as medidas.

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