Chega volta a exigir respostas sobre alojamento de trabalhadores imigrantes no Campanário
O Chega volta a trazer à discussão pública uma situação que já havia sido abordada em 2024, relativamente ao alojamento de trabalhadores imigrantes no antigo edifício da Sousa & Filhos, no Campanário. Em causa está um edifício que não tem licença habitacional, mas que estará a servir de alojamento para dezenas de pessoas.
No ano de 2024, a Câmara Municipal da Ribeira Brava confirmou que cerca de 50 pessoas pernoitavam no edifício, tendo sido "determinada a notificação dos responsáveis para cessar aquela utilização". De acordo com Roberto Gonçalves, eleito pelo Chega, o mesmo assunto foi levado a Assembleia Municipal em Dezembro desse ano, confirmando-se que o edifício se encontrava em processo de legalização e que tinha comunicado à empresa proprietária e à empresa empregadora dos trabalhadores, que não era possível a pernoita naquele espaço. Em Julho de 2025, a situação continuava.
É tendo em conta estes dados que o partido questiona onde está a solução. "Como é possível que, depois de sucessivas fiscalizações, notificações e discussões públicas, continuemos sem uma resposta definitiva?", questiona. Roberto Gonçalves afirma que não está em causa a nacionalidade dos cidadãos, até porque se estão legais no País, devem ser tratados com respeito. Nesse sentido, afirma ser inadmissível que continuem nesse espaço por um período tão prolongado.
O Chega endereça questões à Câmara Municipal em relação ao processo de licenciamento do espaço, número de pessoas que se encontra alojadas, quais as medidas tomadas pela autarquia para resolver esta questão e se existe algum prazo para conclusão do processo.
"A Ribeira Brava precisa de regras claras, fiscalização efetiva e respostas concretas", afirma Roberto Gonçalves.