Programa de renda reduzida
Nem sei por onde começar, ora vamos lá ver: estou inscrita neste programa desde que entrou em vigor em outubro de 2023. Somos família monoparental, com dois descendentes, um filho autista e uma filha estudante com apenas um salário mínimo. Vivemos num t1 arrendado, com muitas dificuldades. Cada vez que abrem candidaturas, eu inscrevo-me, com a particularidade de me exigirem documentos sem fim e ainda no ano passado pediram-mos por quatro vezes para a mesma candidatura, para este ano me enviarem a candidatura indeferida.
Estas burocracias, servem, na minha opinião para fazerem as pessoas desistirem. Eu, não posso desistir, porque não posso me dar a esse luxo, porque não tenho para onde me virar. Vejo professores, educadores, engenheiros e por aí além, a serem atribuídos com habitações deste programa, sem falar nas amizades e cunhas.
Isto trata-se de discriminação e desigualdade social absurda.
Até quando as famílias monoparentais vão ser ignoradas e descartadas, quando são as que mais necessitam. A máfia madeirense só olha para o próprio umbigo.
Acordem madeirenses!
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