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Madeira

Governo Regional realça “estabilização dos preços dos bens alimentares essenciais na Região”

Valores do CabazRAM no mês de Julho levam secretário regional de Economia a notar que "as medidas de acompanhamento e transparência dos preços estão a contribuir para uma maior previsibilidade no consumo"

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Foto Shutterstock

Numa altura em que muitas famílias madeirenses dão conta do aumento dos custo de vida, particularmente com maiores gastos na conta do supermercado devido à subida dos preços, o Governo Regional destaca a “estabilização dos preços dos bens alimentares essenciais na Região”. 

Numa nota à imprensa, a Secretaria Regional de Economia refere que o preço do cabaz de bens alimentares essenciais na Madeira manteve-se praticamente inalterado em Julho, registando uma ligeira subida de 0,32% face ao mês anterior, segundo os dados do Observatório de Preços CabazRAM, da Direcção Regional do Comércio, Indústria e Qualidade (DRCIQ).

O cabaz de 26 produtos essenciais passou de 82,27 euros, em Junho, para 82,53 euros em Julho, representando um aumento de 26 cêntimos. A Secretaria considera que esta evolução confirma uma tendência de estabilização dos preços dos bens alimentares de primeira necessidade.

Entre as principais categorias, as carnes, que representam mais de metade do valor total do cabaz, registaram uma ligeira descida de 0,22%. Em sentido contrário, os lacticínios e ovos aumentaram 2,92% e os hortícolas 1,47%. Já a fruta e o grupo do pão e cereais registaram quebras de 3,77% e 3,71%, respectivamente, ajudando a conter a subida global.

Ao nível dos produtos, a cebola foi o artigo que mais encareceu em Julho, com um aumento de 23,49%, enquanto a farinha de trigo tipo 55 registou a maior descida, recuando 22,35%, reflectindo campanhas promocionais.

Citado no comunicado, o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, afirma que os dados de Julho "confirmam uma trajectória de estabilização dos preços dos bens alimentares essenciais na Região", defendendo que a monitorização dos preços e a transparência do mercado são fundamentais para proteger o poder de compra das famílias.

Desde Abril deste ano, o CabazRAM passou a contabilizar o preço efectivamente pago pelo consumidor nas prateleiras, incluindo descontos imediatos, alteração que, segundo a tutela, permite reflectir de forma mais fiel o impacto dos preços no orçamento das famílias.