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Madeira

"Não vale a pena o Governo Regional assobiar para o lado"

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Na manhã de hoje, o Chega recebeu em reunião de trabalho o vice-presidente e coordenador regional do SINERGIA – Sindicato da Energia, onde foram debatidos diversos temas de intrínseco interesse quer para a Região, Empresa e Trabalhadores da mesma. 

Diz que "numa altura de especial complexidade, onde se prepara a Empresa Pública para a privatização, os trabalhadores não podem ser esquecidos e afastados de futuras decisões". Refere que "é igualmente inadmissível, que à data, e mesmo após várias reuniões entre o CA da EEM e os sindicatos, este não tenha, ainda, apresentado contraproposta ou sequer se pronunciado sobre o caderno reivindicativo dos trabalhadores, por ocasião das reuniões de concertação social". 

O Chega, mostra ainda preocupação com "a pretensão/passagem do direito de exploração das águas da Calheta (consumo doméstico, rega, alimentação da central hídrica) passar em exclusivo para a Empresa de Electricidade da Madeira, saíndo assim das mãos da ARM". "Isto é simplesmente o preparar do osso para a especulação", diz. 

Sobre este caminho que o Governo Regional e a administração da empresa estão a trilhar, Hugo Nunes sublinhou: "Não vale a pena o Governo Regional assobiar para o lado ou esconder-se atrás do Conselho de Administração da EEM. Sendo a EEM uma sociedade anónima de capitais públicos detida e tutelada pela Região, o Governo Regional é o seu acionista principal! Quem nomeia os seus administradores, quem orienta a transferência das águas da Calheta e quem recusa baixar as tarifas é o próprio Governo. A responsabilidade por esta caminhada rumo à privatização e por deixar os trabalhadores sem resposta na concertação social é total e exclusiva do Governo da Região".

É profundamente revoltante ver uma empresa pública que gera receitas de milhões e beneficia de fundos avultados do PRR continuar sem reflectir qualquer alívio directo na factura de electricidade e no bolso das famílias e empresas madeirenses. A salvaguarda das necessidades locais nunca poderá ser posta em causa e o que actualmente se pretende é que esta caminhada seja feita para que novos tarifários, taxas e taxinhas sejam aplicados uma vez mais àqueles que diariamente labutam honestamente na nossa terra".  Hugo Nunes 

E concluiu: "Os trabalhadores do Grupo EEM têm no CHEGA um garante firme da defesa dos seus direitos, das suas carreiras e da sua estabilidade laboral. A privatização de sectores essenciais e primários não pode ter lugar! Levaram-se anos a investir em toda uma rede, em infraestruturas, em mão-de-obra especializada… para agora se pegar numa sociedade anónima, que gera receita de milhões aos cofres da Região, e servi-la de bandeja, lesando a médio prazo o erário público, fustigando milhares de madeirenses".