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A Guerra Mundo

Zelensky destitui embaixadora nos Estados Unidos

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Foto Shutterstock

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destituiu hoje a embaixadora do país nos Estados Unidos, Olga Stefanishyna, uma decisão esperada desde a remodelação governamental em julho.

A medida, comunicada num decreto publicado no 'site' da presidência ucraniana, é tomada numa altura em que Kiev solicita novos mísseis Patriot a Washington para se defender dos ataques aéreos russos.

Numa publicação na rede social Facebook, citada pela agência France-Presse (AFP), Stefanishyna descreveu a decisão como "pessoal, motivada por circunstâncias pessoais" e publicou uma carta a solicitar a sua exoneração.

A diplomata manifestou satisfação por ter "aumentado as entregas de armas americanas e mantido esse apoio precisamente numa altura em que o clima político em Washington se tornava desfavorável" à Ucrânia.

Ex-vice-primeira-ministra e ex-ministra da Justiça, Olga Stefanishyna foi nomeada para o cargo em julho de 2025.

A representação diplomática nos Estados Unidos é crucial para a Ucrânia, que depende do fornecimento de armas e da partilha de informações dos Estados Unidos no conflito com a Rússia.

As relações entre Zelensky e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, têm sido tensas, por vezes até tumultuosas, mas este ofereceu recentemente palavras de encorajamento ao líder ucraniano.

Zelensky deslocou-se a Washington na semana passada para solicitar novos mísseis antiaéreos Patriot, numa altura em que a Ucrânia enfrenta uma intensificação dos ataques aéreos russos.

Segundo meios de comunicação social ucranianos, Olga Stefanishyna está a ser investigada pela agência anticorrupção ucraniana por suspeitas de corrupção, embora ainda não tenha sido formalmente acusada.

Zelensky, que em julho iniciou uma controversa remodelação governamental na Ucrânia, ainda não anunciou quem irá substituir Stefanishyna na Embaixada em Washington.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).