DNOTICIAS.PT
Madeira

"Um madeirense não deve precisar de ter fortunas para exercer o seu direito à mobilidade"

None
Foto Chega

A Juventude do Chega-Madeira acusou, este sábado, o Governo da República de atrasar a plena implementação do novo Mecanismo de Continuidade Territorial, considerando a situação um obstáculo financeiro crítico para os jovens e famílias da Região, que continuam obrigados a adiantar o valor total das passagens aéreas para viajar para o continente.

A estrutura sublinha que as alterações aprovadas na Assembleia da República visam eliminar o limite máximo ao custo elegível das viagens e permitir o pagamento directo apenas do valor fixo nas agências de viagens, sem ter de aguardar pelo reembolso posterior.

Para um estudante madeirense, viajar para o continente não é um luxo. Muitas vezes é uma necessidade para estudar, regressar a casa ou estar com a família. É absolutamente inaceitável que o governo do PSD continue a atrasar a aplicação integral de alterações que foram aprovadas democraticamente e que podem fazer uma diferença enorme na vida dos madeirenses. Renata Rocha, coordenadora da Juventude Chega-Madeira

E passam a explicar: "O princípio é muito simples: um madeirense não deve precisar de ter fortunas para exercer o seu direito à mobilidade. Queremos que possa chegar à agência, comprar a passagem e pagar apenas aquilo que efetivamente lhe compete. As alterações foram conquistadas no parlamento. Agora, o governo tem de executá-las", refere Henrique Mota, coordenador da Juventude Chega-Madeira.

A continuidade territorial não pode existir apenas no papel. Para quem vive numa ilha, a ligação ao território nacional é um direito essencial. Quando o governo atrasa uma solução aprovada pela Assembleia da República, são os estudantes, os jovens trabalhadores e as famílias madeirenses que continuam a pagar a fatura. Não aceitamos que a insularidade continue a ser tratada como uma penalização.  João Sousa, coordenador da Juventude Chega-Madeira

Em comunicado, a Juventude Chega-Madeira exige a rápida conclusão do processo por parte do executivo nacional, defendendo que a mobilidade deve ser garantida como um direito essencial de coesão territorial.