JPP diz que apoio de 150 mil euros às vítimas dos sismos na Venezuela só avançou após denúncia
O JPP considera que o anúncio do avanço dos 150 mil euros destinados a apoiar as vítimas dos sismos na Venezuela surge depois de o partido ter alertado para o facto de a verba, anunciada pelo Governo Regional há quase dois meses, ainda não ter chegado às instituições que acompanham no terreno a comunidade madeirense afectada.
Em comunicado, o partido recorda que, em julho, o Governo Regional, liderado por Miguel Albuquerque, anunciou a disponibilização do apoio como uma medida de solidariedade para com a comunidade madeirense residente na Venezuela.
Segundo o JPP, apesar de a verba ter sido anunciada publicamente, a ajuda continuava, até recentemente, sem ser concretizada.
O partido afirma ter procurado esclarecer o que estava a acontecer e tornado pública a diferença entre o anúncio feito pelo executivo regional e a situação vivida pelas instituições que acompanham as famílias afectadas.
Para o JPP, o caso demonstra uma forma de actuação política assente no anúncio de medidas antes da sua efetiva concretização.
“Anuncia-se, comunica-se e cria-se a perceção de que tudo está feito, mas a concretização fica para depois”, critica o partido.
O JPP sublinha que não está em causa a necessidade de cumprir os procedimentos administrativos necessários, mas considera que as respostas não devem ser apresentadas como concretizadas antes de chegarem efetivamente aos destinatários.
Quando estão em causa famílias afectadas por uma situação de emergência, acrescenta o partido, “a diferença entre anunciar e executar não é uma questão de comunicação”, mas sim “uma questão de responsabilidade política”.
O JPP considera positiva a decisão de fazer avançar os 150 mil euros e espera que o apoio chegue rapidamente às instituições que acompanham a comunidade madeirense na Venezuela.
No entanto, o partido deixa uma questão ao presidente do Governo Regional e ao PSD Madeira, perguntando quantas outras medidas anunciadas aos madeirenses e às comunidades madeirenses continuam ainda por concretizar.