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Madeira

Funchal quer paz, portas abertas e futuro

José Luís Nunes deixa apelo no Dia da Cidade

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Foto Rui Silva/ASPRESS

O Funchal deve continuar a ser "uma cidade de portas abertas", capaz de acolher, integrar e respeitar todas as comunidades, defendeu hoje José Luís Nunes, presidente da Assembleia Municipal, na sessão solene dos 518 anos da cidade.

Na intervenção, deixou uma mensagem especial às comunidades venezuelana e colombiana, sublinhando os laços históricos da Madeira com aqueles países. "Esta é também a vossa cidade", afirmou.

Num momento marcado por conflitos internacionais, José Luís Nunes apelou ainda ao fim das guerras. "Que se silenciem as armas. Que a diplomacia prevaleça sobre a violência. Que as crianças possam crescer sem medo", declarou.

"A paz não pode ser apenas uma palavra usada em discursos. Tem de ser um compromisso permanente", acrescentou.

Sobre os 50 anos da Autonomia da Madeira, considerou que esta representa "uma responsabilidade" de governar melhor e aproximar as instituições das pessoas.

O presidente da Assembleia Municipal defendeu também o papel da oposição e do diálogo político. "A democracia não se faz apenas quando estamos de acordo", afirmou, considerando que a crítica responsável "não enfraquece as instituições. Fortalece-as".

Entre os desafios do Funchal, apontou a habitação, a criação de oportunidades para os jovens, o apoio aos seniores, a coesão social e a resposta às alterações climáticas e à transformação tecnológica.

Ao mesmo tempo, defendeu a preservação da identidade da cidade. "Uma cidade moderna não pode ser uma cidade sem memória", afirmou.

José Luís Nunes terminou com uma visão para o futuro: "Um Funchal onde os jovens possam estudar, trabalhar e constituir família", onde os seniores possam envelhecer com dignidade e "onde ninguém seja deixado para trás".

"Não devemos apenas perguntar que cidade herdámos. Devemos perguntar que cidade queremos deixar. Essa é a nossa responsabilidade", concluiu.