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Madeira

Quinta da Torrinha no mercado por 7,6 milhões

Em 2022 tinha sido inaugurada como unidade hoteleira após investimento privado de 7,5 milhões de euros

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A histórica Quinta Torrinha, em Santa Luzia, no Funchal, foi colocada no mercado por 7,6 milhões de euros, num dos valores mais elevados actualmente pedidos por uma propriedade na Madeira. O imóvel, datado de 1896, é comercializado pela Prime Properties Madeira e mantém a actividade de alojamento turístico de luxo.

A propriedade ganhou uma nova dimensão após o processo de reabilitação promovido entre 2020 e 2022 pelos investidores suíços Matthias Hunziker e Konrad Künzli. O projecto representou um investimento privado de cerca de 7,5 milhões de euros e procurou recuperar o património arquitectónico da quinta, conjugando elementos de arquitectura clássica com soluções tecnológicas contemporâneas.

A intervenção foi apresentada, em Julho de 2022, como um exemplo de recuperação de património edificado associado à captação de turismo de maior valor acrescentado. Na altura, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, visitou o espaço e destacou a importância de preservar e valorizar edifícios históricos da Madeira através de investimento privado.

A Quinta Torrinha dispõe de mais de 640 metros quadrados de área construída e cerca de 3.000 metros quadrados de jardins. O complexo integra oito suites, três apartamentos de luxo, uma suite de jardim e um estúdio, com capacidade total para cerca de 20 hóspedes.

Entre as valências encontram-se ainda uma piscina aquecida, jacuzzi e banho turco, além das vistas sobre a baía do Funchal. A propriedade funciona actualmente como unidade de alojamento turístico de pequena escala e posicionada no segmento de luxo.

Investimento de 7,5 milhões passa a ter preço de mercado de 7,6 milhões

A colocação da Quinta Torrinha à venda ganha particular relevância pelo valor do investimento realizado na recuperação. O montante de cerca de 7,5 milhões de euros aplicado pelos proprietários suíços na reabilitação aproxima-se agora do preço de comercialização pedido pela propriedade, de 7,6 milhões.

A operação permite assim observar a valorização atribuída actualmente a imóveis históricos recuperados e adaptados ao turismo de luxo na Madeira, num mercado que tem registado um aumento da procura por propriedades de elevado valor por parte de investidores nacionais e estrangeiros.

O imóvel reúne, no mesmo activo, uma componente patrimonial, residencial e turística, tornando o preço de venda dependente não apenas da área construída, mas também da localização, dimensão dos terrenos, características arquitectónicas, capacidade de exploração turística e investimento já realizado na recuperação.

A Quinta Torrinha representa também um caso de transformação de património privado em produto turístico de alta gama, num contexto em que a Madeira procura aumentar a componente de valor acrescentado da sua oferta.

A venda não significa, por si só, que tenha sido concretizada uma transacção pelo valor anunciado. Os 7,6 milhões de euros correspondem ao preço actualmente pedido pelo proprietário no mercado.

A entrada deste activo no mercado coloca novamente em evidência o valor económico que pode ser atribuído ao património arquitectónico histórico do Funchal quando sujeito a processos de reabilitação e integrado numa actividade turística de segmento elevado.

Refira-se ainda que esta é uma das quintas incluída na publicação 'The Quintas of Madeira', editado em 2004.