Empresas de capital estrangeiro valem 46% das exportações e Espanha lidera acionistas
As empresas de capital estrangeiro em Portugal representam 22% do emprego e 46% das exportações, com Espanha a predominar entre os acionistas e os EUA os que melhor pagam aos trabalhadores, segundo um estudo da Informa D&B.
Ao todo, Portugal tem 17 mil empresas de capital estrangeiro, das quais 9.721 empresas foram criadas na última década, diz a Informa D&B, empresa que compila dados das sociedades comerciais, detida pela rede de informação D&B Worldwide Network.
Segundo o estudo sobre capital estrangeiro no mercado português, este universo de entidades, apesar de corresponder a 3% do tecido empresarial, tem "um peso muito superior na economia nacional, fruto da sua maior dimensão e perfil exportador".
As empresas "representam quase um terço [31%] do total do volume de negócios do tecido empresarial português, 22% do emprego, 46% das exportações e 15% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado pelas empresas", refere a Informa D&B em comunicado.
As 17 mil empresas empregam 808 mil trabalhadores, têm um volume de negócios de 173 mil milhões de euros e são responsáveis por 52 mil milhões de euros em exportações, sendo o VAB associado de 44 mil milhões de euros, segundo o estudo.
Espanha é o país de origem dos acionistas com maior número de empresas em Portugal (3.684), com um peso de 21%.
Espanha e França são os países que mais concentram emprego e faturação entre as empresas de capital estrangeiro, valendo 8,1% do emprego e 11,2% do volume de negócios.
A Informa D&B estima que 28% das empresas de capital estrangeiro são exportadoras, o que compara com 8% entre as empresas de capital nacional.
"As empresas de capital estrangeiro mostram também um perfil mais tecnológico e produtivo e registam salários médios mais elevados, diferenças que decorrem em parte da sua maior dimensão e capacidade de gerar riqueza", refere-se no comunicado.
Segundo o indicador de produtividade da Informa D&B, "40% das empresas de capital estrangeiro têm um nível de produtividade elevado ou médio-alto, um nível que é atingido por 31% das empresas de capital nacional".
Em relação aos salários, a análise refere que "as empresas de capital estrangeiro registam, em média, 33 mil euros de gastos com o pessoal por empregado, mais 10 mil euros do que as empresas de capital nacional".
Neste campo, as empresas de capital norte-americano "destacam-se com uma média de 50 mil euros de gastos com pessoal por empregado".