CDS considera escassa a redução fiscal em Câmara de Lobos
O CDS considera insuficiente a redução fiscal aprovada pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos e defende que a autarquia deve abdicar da totalidade dos 5% de participação no IRS, devolvendo esse valor aos contribuintes do concelho.
A posição foi assumida este domingo, dia em que Câmara de Lobos assinala o 191.º aniversário do concelho, pelo presidente da concelhia do CDS, Lídio Aguiar.
Os centristas recordam que votaram favoravelmente, na semana passada, a proposta de redução fiscal apresentada pelo executivo camarário, mas entendem que a devolução de 2,5% do IRS fica aquém do que poderia ser feito para aliviar os encargos das famílias.
“Não basta fazer proclamações de desagravamento fiscal e depois dar apenas umas migalhas”, critica Lídio Aguiar, defendendo que Câmara de Lobos deve seguir o exemplo de outras autarquias da Região e prescindir dos 5% de IRS a que os municípios têm direito.
A concelhia do CDS aproveita ainda o Dia do Concelho para chamar a atenção para os problemas de mobilidade. Entre as propostas apresentadas está a obrigatoriedade de os novos prédios habitacionais contemplarem lugares de estacionamento e a definição de regras de afastamento relativamente às vias principais que permitam criar mais zonas de parqueamento.
Nas áreas com maior pressão rodoviária, o partido propõe também que seja estudada a criação de ruas de sentido único, como forma de melhorar a circulação automóvel.
Lídio Aguiar deixa ainda críticas ao presidente da Câmara, considerando existir distância entre as promessas e a respectiva concretização e reclamando uma intervenção municipal “mais visível” nas áreas física e social.
A posição termina com uma mensagem alusiva aos 191 anos do município, na qual o dirigente centrista deseja que os habitantes mantenham como objectivo comum tornar Câmara de Lobos “cada vez mais próspero”.