Grupo Pestana quer crescer na Europa
Paulo Prada, administrador do grupo hoteleiro, numa entrevista ao Jornal Económico, admite que mercado regional não é prioridade
O Grupo Pestana não tem a Madeira como principal foco de expansão neste momento, mas mantém a porta aberta a novos investimentos na Região caso surjam oportunidades consideradas interessantes. A garantia é deixada por Paulo Prada, administrador do grupo hoteleiro, numa entrevista ao Jornal Económico, publicada esta quarta-feira.
A posição surge depois da inauguração, a 14 de agosto, do Pestana Dunas, no Porto Santo, a 18.ª unidade do grupo na Região Autónoma da Madeira. Com esta nova unidade, o Pestana passa a dispor de cerca de 3.600 quartos no arquipélago.
"Não estamos focados especialmente na Madeira. Estamos a crescer muito para os países europeus", explica Paulo Prada, embora sublinhe que a origem madeirense do grupo continua a pesar na estratégia. "A Madeira é a terra onde o Grupo Pestana nasceu. Se surgir uma boa oportunidade não vamos deitar no lixo", acrescenta.
Segundo o administrador, a actual dimensão da operação na Região já representa uma quota significativa do mercado, razão pela qual o grupo procura diversificar geograficamente os seus investimentos. Ainda assim, existe margem para crescimento no Porto Santo, onde o Pestana dispõe de capacidade para acrescentar cerca de 180 quartos.
O principal investimento mais recente do grupo na Região é o Pestana Dunas, um eco-resort com 218 quartos vocacionado para famílias e para um segmento que procura uma oferta mais tranquila do que a existente no Pestana Porto Santo. As duas unidades beneficiam de estruturas comuns, nomeadamente ao nível do backoffice, mas foram concebidas para captar perfis de clientes diferentes.
Segunda fase do Dunas depende dos voos
O Pestana Dunas poderá crescer no futuro. A segunda fase do projecto já está aprovada, mas a decisão de avançar está dependente sobretudo da conectividade aérea do Porto Santo.
Paulo Prada considera que a ilha ainda não atingiu um nível de maturidade semelhante ao da Madeira em termos de ligações aéreas. "É a conectividade aérea" que determinará o avanço de novos quartos, explica, defendendo que o aumento da capacidade aérea deverá traduzir-se num crescimento proporcional da procura turística.
Para o responsável do Grupo Pestana, o Porto Santo tem ainda margem para conquistar novos mercados emissores. Entre as apostas está a Alemanha, mercado que considera insuficientemente explorado na ilha e cujo perfil de procura poderá encaixar no produto turístico porto-santense.
Além da Alemanha, o grupo identifica potencial nos mercados do centro da Europa, beneficiando da distância aérea de cerca de três horas e meia entre o Porto Santo e a generalidade dos principais mercados emissores europeus.