Chega questiona medidas para o trânsito no Oeste e pede estratégia de longo prazo
O Chega manifestou esta terça-feira preocupação face ao agravamento dos congestionamentos rodoviários no Oeste e exige que a Ribeira Brava não seja prejudicada por soluções de outros concelhos.
Em comunicado, o autarca eleito pelo partido à Assembleia de Freguesia da Ribeira Brava, Roberto Gonçalves, diz estar preocupado perante o agravamento dos problemas relacionados com o trânsito, considerando que as recentes medidas anunciadas pelas autarquias devem ser acompanhadas por uma estratégia de longo prazo.
"As Câmaras Municipais da Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta solicitaram à PSP o reforço do controlo do trânsito durante as horas de ponta, num investimento anunciado de cerca de 15 mil euros", explica o comunicado.
Roberto Gonçalves considera que o reforço da presença policial pode contribuir para melhorar pontualmente a circulação e a segurança rodoviária, questionado, todavia, se esta será a resposta adequada para um problema que se repete diariamente. “Não podemos continuar a gastar dinheiro para apenas gerir as consequências do congestionamento. Temos de investir em soluções que reduzam o número de veículos nas estradas e que ofereçam alternativas reais às populações.”
O autarca propõe um reforço dos transportes públicos entre a Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta, com ligações mais rápidas, frequentes e adaptadas aos horários de trabalho e das escolas, por forma a reduzir a dependência do automóvel.
"Já não era tempo de termos transportes públicos pensados para a realidade de quem vive e trabalha no Oeste? Se houver uma alternativa rápida, cómoda e fiável ao automóvel particular, muitas pessoas irão optar por deixar o carro em casa", questiona.
Roberto Gonçalves manifesta ainda preocupação com informações, que refere não estarem confirmadas, sobre uma eventual alteração dos sentidos de circulação na vila da Ribeira Brava para facilitar o trânsito proveniente de outros concelhos. O eleito defende que qualquer medida deste tipo deve ser previamente explicada e discutida com a população, rejeitando soluções que possam prejudicar a mobilidade dos residentes.
“Se existem propostas para alterar a circulação dentro da Ribeira Brava, os ribeira-bravenses têm o direito de saber quais são, quem as propôs e qual será o impacto na nossa vila. Não aceitaremos que sejam tomadas decisões que facilitem o trânsito de passagem à custa da mobilidade de quem aqui vive", aponta.
No seu entender, a Ribeira Brava "não pode ser tratada como um território de passagem ou como uma variável de ajustamento para resolver os problemas de trânsito vizinhos", acrescentando que qualquer solução encontrada deverá "respeitar a população da Ribeira Brava e garantir que não são criados novos problemas dentro da nossa vila para resolver problemas fora dela.”
No comunicado, o Chega apela ainda a uma estratégia integrada de mobilidade para todo o Oeste, envolvendo os municípios da Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta e o Governo Regional, assente no reforço dos transportes públicos, na melhoria das acessibilidades e em soluções estruturais para reduzir o congestionamento rodoviário.
Roberto Gonçalves reafirma que continuará a acompanhar e fiscalizar todas as decisões que possam afectar a mobilidade na Ribeira Brava, garantindo que qualquer alteração com impacto significativo na circulação da vila será escrutinada e levada ao conhecimento da população.