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Madeira

Sinergia defende valorização dos trabalhadores da EEM em reunião com o CDS

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O Sinergia– Sindicato da Energia reuniu-se com o Grupo Parlamentar do CDS-PP na Assembleia Legislativa da Madeira para apresentar as especificidades do sistema eléctrico regional e defender a valorização dos trabalhadores do Grupo EEM, reiterando também a disponibilidade para retomar o diálogo com a administração da empresa.

Segundo o sindicato, a reunião, realizada na passada sexta-feira, contou com a participação do vice-presidente e coordenador regional, Emanuel Alberto Vieira, e do vogal Nuno Serrão, tendo sido recebidos pela deputada Sara Madalena.

Durante o encontro, o Sinergia destacou que os sistemas eléctricos da Madeira e do Porto Santo funcionam de forma isolada, sem interligação entre si ou com redes exteriores, ao contrário do que acontece no continente e em Espanha. Essa realidade obriga a que toda a capacidade de produção, reserva e serviços de sistema exista localmente, de forma permanente. "A Região dispõe de dois sistemas eléctricos isolados, o da Madeira e o do Porto Santo, sem interligação entre si nem com redes exteriores. Toda a capacidade de produção, toda a de sistema têm de existir localmente, em permanência", explica. 

O sindicato reconheceu ainda o contributo dos investimentos realizados com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que permitiram reforçar a segurança do abastecimento e aumentar a integração de energias renováveis. Contudo, salientou que estas fontes dependem das condições meteorológicas e, por isso, não dispensam a necessidade de manter capacidade de resposta permanente.

Na audiência foram igualmente abordadas a gestão da produção hídrica, que deve salvaguardar o abastecimento de água para consumo humano e agrícola, e a importância do mecanismo de convergência tarifária com o território continental, considerado essencial para proteger os consumidores da Região.

O Sinergia sublinhou ainda a qualificação dos profissionais do Grupo EEM, considerando que a sua competência é a principal garantia da continuidade e qualidade do serviço público de eletricidade.

No plano laboral, o sindicato manifestou o desejo de manter um diálogo mais regular com o Conselho de Administração da EEM, referindo que a proposta apresentada para a atualização do instrumento de regulamentação colectiva de trabalho em 2026 continua sem resposta.

Citado no comunicado, Emanuel Alberto Vieira afirma que o sindicato pretende "uma negociação com calendário e com resposta, capaz de dar estabilidade a todos", reiterando a disponibilidade para negociar em benefício da empresa, dos trabalhadores e dos consumidores da Região.