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Bispo do Funchal termina visita à Venezuela pedindo muita proximidade com as vítimas

Foto Diocese do Funchal
Foto Diocese do Funchal

O bispo do Funchal terminou hoje uma visita seis dias à Venezuela pedindo solidariedade e ajuda para as vítimas do duplo sismo de 24 de junho que afetou seis estados do país, principalmente a La Guaira.

Foi uma visita com "muito contrastes" porque esteve junto das pessoas que, em La Guaira, sofreram "uma tragédia inimaginável", descreveu Nuno Brás da Silva à agência Lusa.

O prelado disse ter ficado muito impressionado com "toda aquela gente dormindo em tendas", à "espera que apareçam os corpos dos entes queridos que ficaram no meio dos destroços".

Por isso, defendeu a ajuda, com "muito proximidade às vítimas dos terramotos", madeirenses e luso-venezuelanos.

O bispo explicou que muitos emigrantes lhe agradeceram "a presença da Madeira e da fé" no meio do sofrimento, num momento em que "ainda falta fazer muito para resolver todos os problemas". "Mas apesar disso, não deixaram de fazer festa, de estar próximos, de saudar, com toda a simplicidade, mas também com toda a proximidade", frisou.

Nuno Brás da Silva sublinhou que a fé e tenacidade que nas últimas décadas marcou os compatriotas afetados por situações trágicas. "Atrás destas calamidades há sempre uma vida nova, que é a vida de Deus connosco, a esperar ali à esquina" e "é preciso descobri-la e é preciso anunciá-la, para que muitos que humanamente terão razões para desesperar não o façam, disse.

Durante a visita à Venezuela Nuno Brás da Silva, reuniu-se com a Conferência Episcopal Venezuela, com a Cáritas Venezuela e com portugueses em Caracas, Cátia La Mar, La Guaira, Miranda, El Junquito e El Tibrón. Em La Guaira, a principal região venezuelana afetada pelo duplo sismo, visitou as principais zonas afetadas, entre elas Tanaguarena, Caraballeda, Caribe, Macuto, Praia Grande e Cátia La Mar. Esteve ainda presente na cerimónia de consagração do novo bispo auxiliar de Caracas, o luso-venezuelano José Dionísio Gomes Gouveia.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 6.301 mortos e 73.356 feridos, segundo o mais recente balanço oficial. Entre os mortos, há pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.