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Chega considera polémica na Câmara de Santa Cruz sinal de “governação esgotada”

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O Chega considera que as notícias sobre alegadas irregularidades em procedimentos de recrutamento na Câmara Municipal de Santa Cruz constituem "mais um motivo de preocupação" para a população, defendendo que o episódio "contribui para agravar a falta de confiança dos cidadãos nas instituições".

Três funcionárias da Câmara de Santa Cruz suspensas por viciação de concursos de pessoal

Três funcionárias da Câmara Municipal de Santa Cruz foram constituídas arguidas e ficaram proibidas de exercer funções, na sequência de uma investigação do Ministério Público que aponta para um alegado esquema de manipulação de procedimentos concursais destinado a favorecer determinados candidatos no acesso a emprego naquela autarquia.

Num comunicado assinado pelo presidente da Concelhia de Santa Cruz, Agostinho Alves, o partido ressalva que a responsabilidade pelos factos deverá ser apurada pelas autoridades competentes, mas sustenta que a polémica surge num contexto de “governação esgotada” no concelho.

Para o Chega, os problemas de Santa Cruz vão além da actual polémica. O partido aponta dificuldades no acesso à habitação, problemas de mobilidade, aumento do custo de vida e falta de oportunidades de emprego e investimento à altura do potencial do concelho.

Agostinho Alves acusa ainda o executivo municipal de acumular “anúncios, promessas e ações de propaganda”, sem que, no entender do partido, se traduzam em resultados para as famílias.

Sobre os procedimentos de recrutamento, o Chega considera que a polémica surge num momento em que o executivo deveria estar "concentrado em responder aos desafios que afectam diariamente a população", reforçando que os episódios recentes contribuem para aumentar a “descrença na política”.

O partido considera que a sucessão de controvérsias é reveladora do "desgaste de um modelo de governação" que, sustenta, “perdeu a capacidade de inspirar confiança e de responder às legítimas expectativas dos cidadãos”.

O Chega defende, por isso, uma alternativa política assente na “seriedade, na transparência e na defesa do interesse público”, considerando que Santa Cruz tem condições para se afirmar pelo desenvolvimento económico e pela qualidade de vida.

“Santa Cruz não pode continuar parada. É hora de inverter o rumo”, conclui Agostinho Alves.