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Fact Check Madeira

Será que existe formação para agricultores?

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A questão, apesar do tom informal, permite colocar uma pergunta concreta: existe na Madeira formação destinada a quem trabalha ou pretende trabalhar na agricultura? 

A resposta é sim. A Região dispõe, desde logo, da Escola Agrícola da Madeira, uma estrutura pública vocacionada para a formação na área agrícola e agro-alimentar. Segundo a informação disponibilizada pela própria instituição, a escola foi criada pelo Governo Regional com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento e sustentabilidade destes sectores, preparando profissionais para responder às necessidades e desafios da actividade.

A oferta abrange diferentes níveis e modalidades de formação, incluindo cursos vocacionais ligados às actividades agrícolas, cursos profissionais e formação especializada.

A Escola Agrícola da Madeira tem igualmente promovido acções em áreas bastante específicas e directamente relacionadas com o trabalho no terreno. Entre os exemplos encontram-se formações em apicultura, aplicação de produtos fitofarmacêuticos, intervenções em verde, fertilidade do solo e produção de culturas como a anona e a cana-de-açúcar, além da produção de cogumelos.

Ou seja, embora não exista propriamente um curso denominado ‘cavar’ ou ‘cortar silvado’, existem formações que ensinam técnicas e práticas necessárias ao trabalho agrícola, incluindo operações realizadas directamente nas explorações.

A oferta formativa não se limita à Escola Agrícola. Também a Universidade da Madeira (UMa) disponibiliza Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) relacionados com o sector, entre os quais Agricultura Biológica e Tecnologias Agro-alimentares.

O CTeSP em Agricultura Biológica destina-se a preparar profissionais para planear, orientar, gerir e executar actividades em explorações agrícolas em modo de produção biológico, tendo em consideração a sustentabilidade dos ecossistemas, a preservação dos recursos naturais e a qualidade dos alimentos.

Já o CTeSP em Tecnologias Agro-alimentares incide particularmente nas etapas posteriores à produção agrícola, abrangendo áreas relacionadas com o processamento, conservação, segurança e valorização dos produtos agro-alimentares.

No caso da Agricultura Biológica, a formação não se resume à componente teórica. O próprio âmbito do curso implica a aprendizagem e execução de actividades relacionadas com a produção agrícola, complementadas por uma componente de formação em contexto profissional.

A existência destas estruturas e ofertas formativas permite responder à questão colocada nas redes sociais. Há na Madeira formação destinada a preparar pessoas para trabalhar profissionalmente na agricultura, incluindo aprendizagem de técnicas com aplicação prática no terreno.

VEREDICTO

VERDADEIRO. Não existem cursos especificamente intitulados ‘cavar’ ou ‘cortar silvado’, mas existem na Madeira estruturas públicas que ministram formação agrícola, incluindo componentes práticas relacionadas com trabalhos realizados no terreno. A ideia de que não existe formação para este tipo de actividade não corresponde, portanto, à realidade.

*Texto elaborado pelos estagiários Vitória Cró Santos e Marco Baeta Sousa, com a supervisão do subdirector Roberto Ferreira.

No dia 22 de Julho, uma publicação no grupo de Facebook ‘Ocorrências da Madeira’ suscitou vários comentários relacionados com a actividade agrícola. Entre eles surgiu a pergunta: “Devia haver cursos para ensinar a cavar? E cortar silvado por essa Madeira adentro?”