Teatro do Avesso estreia-se além-fronteiras com aplausos em Luanda
A companhia madeirense apresentou 'Happy Hour' no Elinga Teatro
O Teatro do Avesso concretizou esta sexta-feira a sua primeira apresentação internacional, levando a comédia 'Happy Hour' ao palco do Elinga Teatro, em Luanda, no âmbito da 11.ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT).
Segundo a Associação Avesso, a produção foi recebida com fortes aplausos do público angolano, assinalando a estreia da companhia madeirense além-fronteiras.
Com texto original de Jean-Pierre Martinez, adaptação de João Pedro Ramos e encenação de João Gouveia, 'Happy Hour' estreou-se em 2024 nas Festas do Concelho da Calheta, numa coprodução entre o Município da Calheta e a Associação Avesso.
Dois anos depois, o espectáculo integrou a programação do festival internacional realizado em Luanda, numa apresentação que contou com João Paulo Gouveia, João Pedro Ramos, Hélder Agrela e Carolina Abreu em palco. A operação técnica esteve a cargo de Luís Melim e a produção de Maurícia Gabriel.
Citada em comunicado, a direcção da Associação Avesso considera que a recepção do público confirmou o impacto da experiência. “Sentir a energia da plateia de Luanda e ver a nossa 'Happy Hour' recebida com tanto entusiasmo foi uma experiência inesquecível”, refere, acrescentando que a estreia internacional “abre portas para o futuro da companhia”.
Também João Paulo Gouveia, actor e encenador do espectáculo, destaca o significado da apresentação em Angola. “É muito especial ver um espectáculo que nasceu na Calheta chegar agora a Luanda”, afirmou, lembrando o percurso da produção por diferentes palcos desde a sua estreia.
A participação no Circuito Internacional de Teatro representa um novo capítulo para 'Happy Hour', que após a estreia na Madeira passa agora a integrar um contexto internacional. Para a Associação Avesso, a presença no festival reforça ainda a importância da circulação de criações artísticas entre territórios de língua portuguesa e da criação de oportunidades de encontro entre artistas e públicos.
Após a passagem por Luanda, a equipa regressa à Madeira, levando consigo a experiência de participação num festival internacional e o contacto com criadores de diferentes países.