Portugueses detidos na Malásia por tráfico de droga
Um grupo de portugueses foi detido na Malásia por tráfico de droga, segundo os 'media' locais, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português disse hoje à Lusa que está a acompanhar o caso.
"O Ministério dos Negócios Estrangeiros [MNE] acompanha a detenção de seis cidadãos nacionais na Malásia. A embaixada de Banguecoque e o cônsul honorário de Kuala Lumpur estão em permanente contacto com as autoridades locais e com as famílias, prestando o apoio necessário", esclareceu o ministério.
Segundo o 'site' de notícias The Vibes Malaysia os portugueses estavam entre os "oito estrangeiros recrutados por um grupo internacional de tráfico de droga para atuarem como correios de droga, transportando canábis da Malásia para a Europa".
As detenções ocorreram no âmbito da operação Lejogaster, segundo informou o diretor do Departamento de Investigação Criminal de Narcóticos (NCID) de Bukit Aman, Datuk Hussein Omar Khan.
A operação, que atuou entre 12 de julho e 03 de agosto e deteve pessoas com idades entre os 22 e os 51 anos, durante três operações distintas em Penang, Selangor e Negeri Sembilan, "permitiu desmantelar uma rede de tráfico que utilizava a Malásia como ponto de trânsito para o mercado internacional".
Um cidadão de Myanmar e dois de Singapura foram ainda detidos, havendo ainda um outro suspeito, malaio.
No total, a polícia apreendeu 270,27 quilogramas de canábis, avaliados em cerca de 21,62 milhões de ringgit (cerca de 4,67 milhões de euros), além de 0,5 gramas de metanfetaminas.
Foram também apreendidos vários bens avaliados em cerca de 117.172 ringgit (cerca de 25.300 euros), incluindo joias, telemóveis, computadores portáteis e um Honda CR-V.
"No grupo português, o líder é um cidadão português. A partir da Europa, coordenava as pessoas que eram trazidas para a Malásia para atuarem como correios de droga e transportarem estas drogas para a Europa", afirmou Omar Khan numa conferência de imprensa, a 11 de agosto.
Além disso, acrescentou, as investigações concluíram que os alegados correios de droga não se conheciam entre si e estavam alojados em hotéis diferentes enquanto permaneciam na Malásia.
O responsável disse que os correios eram constantemente transferidos de local e que se acreditava que transportavam a droga para Londres, onde seria posteriormente distribuída por outros países europeus.