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Aeroporto italiano da Catânia encerrado pelo menos até quinta-feira devido a erupção do Etna

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Foto EPA

O aeroporto italiano da Catânia, na ilha da Sicília, vai permanecer encerrado pelo menos até quinta-feira à tarde devido à erupção do Monte Etna, que continua a expelir cinzas vulcânicas, anunciou hoje a empresa gestora.

"Devido à atividade eruptiva do Monte Etna, o encerramento foi prolongado, o que implica a suspensão das chegadas e partidas até às 16:00 de amanhã, 13 de agosto", lê-se numa mensagem publicada na página online oficial do aeroporto.

Nos últimos dias, em plena época turística, o aeroporto da Catânia tem sofrido perturbações e encerramentos devido à erupção do Monte Etna, hoje no sexto dia consecutivo, e, de acordo com os dados do sistema de monitorização do aeroporto, foram já cancelados cerca de 55 voos de partida, além dos cerca de 388 voos cancelados entre o início da erupção e o dia anterior.

Dezenas de outros voos foram reprogramados ou desviados para outros aeroportos da região, nomeadamente Palermo, Trapani e Comiso, tendo este último sido reaberto hoje depois de também ter estado encerrado temporariamente.

De acordo com o Centro de Alerta de Cinzas Vulcânicas de Toulouse (VAAC), a nuvem de cinzas vulcânicas continua a deslocar-se para sul e sudoeste, tendo chegado a Malta e mesmo à Líbia, no norte de África.

A atividade do Etna, de onde se desprende uma densa nuvem de fumos e cinzas, está a ser monitorizada pelo Instituto de Geofísica e Vulcanologia italiano, que filma o vulcão e está a divulgar as imagens na Internet.

Com 3.324 metros de altitude, o Etna, o vulcão ativo mais alto da Europa, registou numerosas erupções ao longo dos últimos 500.000 anos.

Em 2024, cerca de 12 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto internacional da Catânia, que serve a parte oriental da ilha, um dos destinos turísticos mais procurados de Itália.

Hoje mesmo, o ministro da Proteção Civil de Itália, Nello Musumeci, que foi presidente da província de Catânia e presidente da região da Sicília, criticou a vulnerabilidade do aeródromo de Catânia devido à sua proximidade com o Etna.

"O que se passa com os cancelamentos, atrasos e graves transtornos para milhares de cidadãos e turistas volta a colocar em evidência um problema que a Sicília conhece há muito tempo. O que está no sítio errado não é o vulcão, mas sim o aeroporto", disse Musumeci, lamentando que a sua proposta de transferir o aeroporto para outra zona, apresentada em 1999, não tenha tido seguimento.