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Pessoal de cabine da EasyJet em França convoca greve para o fim-de-semana

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Foto Shutterstock

O pessoal de cabine da EasyJet em França convocou uma greve para sábado e domingo, depois de as negociações hoje realizadas com a direção terem terminado sem acordo sobre a melhoria das condições de trabalho.

"A companhia não apresentou qualquer proposta concreta e aceitável" para responder às reivindicações relativas à estabilização dos horários e à melhoria das condições de trabalho do pessoal de cabine, indicou, em comunicado, a coligação sindical que reúne o SNPNC-FO, o UNPNC-CFDT e o UNAC-CFE-CGC.

Os três sindicatos tinham previamente apresentado um pré-aviso de greve abrangendo o período de 07 de agosto a 02 de setembro, invocando uma "deterioração contínua" das condições de trabalho.

"Qualquer cancelamento ou perturbação de voos resultante destes dias de ação será da exclusiva responsabilidade da EasyJet", afirmam os sindicatos, ao mesmo tempo que se dizem "dispostos a retomar as negociações" para obter propostas "comprometedoras e à altura dos desafios".

Numa reação transmitida à agência de notícias France Presse (AFP), a companhia aérea britânica apelou aos sindicatos "para que desistam desta ação oportunista num período tão importante do ano", uma vez que o fim de semana de 15 de agosto anuncia-se muito movimentado no setor dos transportes.

A EasyJet afirmou ter apresentado "propostas de ajustes" destinadas a dar resposta às exigências dos sindicatos, sublinhado que "estão previstas negociações em setembro", pelo que considera que a greve ocorre "fora de qualquer processo formal de negociação".

Há vários meses que os sindicatos têm denunciado a instabilidade dos horários, as alterações de última hora, os 'trippings' impostos (sucessão de voos ao longo de vários dias) e a ausência de medidas de proteção.

Ainda assim, a anterior convocatória de greve na EasyJet em França, na segunda-feira de Páscoa, em abril, teve consequências muito limitadas no tráfego aéreo.

Em França, a EasyJet conta com vários milhares de trabalhadores, dos quais uma parte significativa é constituída por tripulação de cabine.

A França constitui um dos principais mercados da transportadora na Europa continental, onde a companhia britânica expandiu as atividades nos últimos anos.