Portugal participa na Conferência pela Cultura Palestiniana marcada para Madrid
Portugal vai participar na Conferência Ministerial pela Cultura Palestiniana, que decorre em Madrid, nos museus do Prado, Nacional Centro de Arte Rainha Sofia e no Thyssen-Bornemiza, de 14 a 16 de julho.
Entre as mais de 30 delegações de organizações que já confirmaram a presença estão ministros de Egito, Argélia, Polónia e Luxemburgo, secretários de Estado de França, Portugal e Uruguai, representantes de Líbia e Tunes, embaixadores e dirigentes da UNESCO e da Liga Árabe.
Durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, o ministro da Cultura de Espanha, Ernest Urtasun, pediu que não se considere normal que esta primeira conferência se faça em Madrid e não em território palestiniano: "No governo de Espanha trabalhamos para que a segunda edição se realize na Palestina".
Urtasun, acompanhado pelo embaixador da Palestina em Espanha, Husni Abde Wahed, explicou que o objetivo da conferência é reunir ministros e dirigentes culturais de diferentes países para ver como é que a comunidade internacional pode acompanhar de forma "urgente e sustentada" a reconstrução cultural da Palestina.
Segundo Urtasun, a conferência vai abordar seis grandes temas: a análise da destruição ocorrida, a proteção do património, o papel das artes e da literatura, o cinema palestiniano, a transformação digital e as estratégias de transformação do setor cultural.
Em concreto, avançou, trata-se de passar "do diagnóstico à ação, de somar recursos e acompanhar a reconstrução cultural".
A inauguração, no dia 15, vai decorrer no Museu do Prado e ter a presença do realizador palestiniano Basel Adra, distinguido com um Oscar para o melhor documentário, o subdiretor de Cultura da UNESCO, Nayef Al-Fayed, e o ministro da Cultura da Palestina, Emad Hamdan.
Na sua alocução, o ministro realçou que "qualquer genocídio implica um genocídio cultural".
Por seu lado, o embaixador palestiniano denunciou a intenção israelita de destruir a cultura da Palestina.
"Todos os centros culturais, todas as bibliotecas e todas as universidades da Faixa de Gaza foram destruídas intencionalmente", disse.
"Isto resulta de uma política consciente de destruir todo o vestígio de cultura e futuro do povo palestiniano", acrescentou.