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Agência europeia estende recomendação contra voos sobre Irão, Líbano e Iraque

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Foto Shutterstock

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) prolongou hoje a recomendação às companhias aéreas europeias para evitarem sobrevoar o espaço aéreo do Irão, do Líbano e Iraque até 31 de agosto.

Num relatório sobre o Irão, a EASA reiterou que "as tensões continuam elevadas" na região, mas não mencionou a declaração do Presidente norte-americano, Donald Trump, em Ancara, de que está a terminar o acordo de cessar-fogo com a República Islâmica após os ataques de Teerão a navios comerciais, aos quais os EUA responderam com ataques de retaliação.

Considerou que "os repetidos ataques iranianos a navios comerciais e os esforços para controlar o estreito de Ormuz criam riscos não só para o espaço aéreo circundante, mas também aumentam a probabilidade de ações de retaliação que podem afetar diretamente o espaço aéreo iraniano".

A agência europeia concluiu que "eventos militares imprevisíveis, combinados com a presença e potencial utilização de uma vasta gama de armas e sistemas de defesa aérea, criam um elevado risco para os voos da aviação civil a todas as altitudes e níveis de voo".

Em relação ao Líbano, a EASA referiu que, embora o cessar-fogo entre Israel e o Líbano tenha contribuído para uma redução geral da intensidade das operações militares, foram observadas violações recorrentes, principalmente no sul do Líbano, mas também na região metropolitana de Beirute, onde as operações militares estavam a acontecer até recentemente.

Além disso, o Estado libanês "não demonstrou capacidade para lidar" com "um risco elevado para as aeronaves civis em todas as altitudes e níveis de oo", alertou a agência europeia.

Em relação ao Iraque, a EASA considerou que o conflito militar no Irão "gerou elevados riscos não só para o espaço aéreo iraniano, mas também para o dos Estados vizinhos que albergam bases militares norte-americanas ou que são afetados por hostilidades e atividades militares associadas, incluindo interceções".

A AESA afirmou que as autoridades iraquianas tomaram medidas para lidar com os riscos no espaço aéreo através de encerramentos e restrições temporárias. No entanto, o organismo referiu que "devido à natureza imprevisível dos ataques iranianos com mísseis balísticos e drones, não se pode confiar que tais medidas sejam implementadas de forma atempada e eficaz."

"Além disso, a capacidade do Iraque para garantir o controlo eficaz do seu espaço aéreo é limitada por mecanismos de coordenação insuficientes e por um ambiente de segurança fragmentado", afirmou a EASA.

Contrariamente às suas recomendações anteriores, desta vez a agência - sediada em Colónia, na Alemanha - não incluiu o Bahrein, Israel, Jordânia, Kuwait, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita nas suas Zonas de Alto Risco para a Aviação Civil (CZIB).

Neste momento, a EASA incluiu estes países numa nota informativa [para riscos médios] com a recomendação de que "os operadores da aviação civil tenham em conta o risco potencial nas suas avaliações e decisões de planeamento de rotas".