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Guerra no Irão Mundo

Presidente do Líbano diz que ataques do Irão no Golfo são "sabotagem" à paz

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Foto AFP

O Presidente do Líbano considerou que os  ataques do Irão contra o Kuwait e no Barém na manhã de hoje "enquadram-se numa sabotagem" aos esforços internacionais para "pôr fim à guerra" na região.

Segundo a agência espanhola Efe, Joseph Aoun, na sua conta oficial da rede X, afirmou que "os ataques enquadram-se numa sabotagem de todos os esforços e iniciativas regionais e internacionais destinados a pôr fim à guerra e a conter as tensões".

Para o chefe de Estado líbio, a atitude iraniana "exige uma ação urgente por parte dos patrocinadores do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, bem como da comunidade internacional, para pôr termo a estes ataques e evitar uma nova escalada na região".

Aqueles ataques, cita a Efe, foram classificadas como "atos de escalada que constituem uma flagrante violação da soberania dos Estados", além de representarem uma ameaça para o Médio Oriente.

O Presidente apelou igualmente ao "diálogo e à via diplomática como único caminho para resolver os diferendos e preservar a segurança regional".

O Barém e o Kuwait anunciaram hoje que intercetaram mísseis e drones lançados pelo Irão durante a madrugada contra os seus territórios, na sequência dos novos ataques dos Estados Unidos realizados no sábado contra o país persa.

O Governo do Barém apelou mesmo a uma "ação internacional" para travar "as agressões iranianas".

Estes novos lançamentos iranianos ocorreram após os bombardeamentos norte-americanos de sábado contra múltiplos objetivos militares no Irão, em resposta ao ataque de um drone atribuído a Teerão contra um navio petroleiro que navegava no estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que os bombardeamentos de sábado ocorreram na sequência dos ataques norte-americanos de sexta-feira, em resposta a uma ação iraniana anterior contra o navio M/V Ever Lovely.

Por sua vez, o Irão voltou a acusar os Estados Unidos de violarem novamente o memorando de entendimento assinado entre ambos os países e reafirmou a sua determinação em responder militarmente a qualquer agressão.