Voto de protesto pela situação da obra da Sala de Concertos da Madeira
O PS apresentou um voto de protesto pela má gestão dos recursos públicos, estando em causa a obra de construção da Sala de Concertos da Madeira. Sancha Campanella lembrou que esta é uma aspiração antiga que foi apresentada com todo o destaque, avaliada em 20 milhões de euros mas que, agora, está parada, tem financiamento incerto e vai obrigar a uma reformulação profunda. Uma obra que nunca poderia ter avançado "sem garantias".
O PS considera que este é um exemplo claro da "gestão inadequada dos recursos públicos" e da má política cultural do governo regional.
Gonçalo Maia Camelo, da IL, lembra que o projecto da Sala de Concertos "era mau" desde o início, mas acredita que o motivo da paragem da obra deve ter sido porque acabou o "dinheiro dos fundos europeus". Este é, para o deputado, um exemplo da "falta de rigor na política cultural".
Hugo Nunes, novo líder do CH, considera que a obra em causa é "o cúmulo do amadorismo na gestão do dinheiro dos madeirenses" e defende uma auditoria séria a esta situação.
Uma "gestão ridícula" dos recursos públicos, segundo Carlos Silva (JPP) que "cavou um buraco na rocha e na carteira dos madeirenses".
Sara Madalena, do CDS, partido que integra o governo regional, considera que a decisão de parar a obra e reformular é "um exercício de humildade".
Posição semelhante tem Marina Bazenga, do PSD, que acusa o PS de, com o voto de protesto, apenas pretender "fazer ruído". A deputada concorda que sejam introduzidas alterações no projecto e não correcções depois de a obra estar concluída.