Papa Leão XIV viaja até Castel Gandolfo para período de descanso até 27 de Julho
O Papa Leão XIV viajará hoje à tarde para o Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, a cerca de 30 quilómetros de Roma, para iniciar um período de descanso que se prolongará até 27 de julho, informou a Santa Sé.
Durante estas semanas, todas as audiências gerais, privadas e especiais estarão suspensas, pelo que a agenda do pontífice inclui apenas a oração do Angelus aos domingos deste mês na Piazza della Libertà (Praça da Liberdade) de Castel Gandolfo.
Está previsto que as audiências gerais sejam retomadas, de forma habitual, em 05 de agosto.
O papa norte-americano repetirá, assim, as suas férias de um mês em Castel Gandolfo, embora desta vez se aloje no Palácio Apostólico e não na Villa Barberini, onde passou o verão passado e para onde costuma ir todas as terças-feiras para passar o seu dia de descanso.
Urbano VIII Barberini encarregou Carlo Maderno de restaurar o palácio, transformando-o na residência oficial de verão dos papas, mas Francisco nunca foi descansar a Castel Gandolfo e, em vez disso, transformou-o num museu, que encerrou ao público a 30 de junho.
A agenda publicada pela Santa Sé em julho não prevê audiências e confirma as orações do Angelus nos próximos três domingos em Castel Gandolfo, assim como também está previsto que regresse a esta cidade por alguns dias para o 15 de agosto, tal como fez no ano passado.
Embora ainda não esteja confirmado, é possível que Leão XIV visite algumas paróquias da região em julho.
Com a chegada de Leão XIV, na tarde de hoje, após quase dez anos como museu aberto ao público por ordem de Francisco, Castel Gandolfo prepara-se para retomar a sua função original e exclusiva de residência de verão do pontífice.
O complexo das Vilas Pontifícias é uma pequena cidadela extraterritorial do Vaticano, que inclui o Palácio Apostólico, a Villa Barberini, a Villa Cybo, jardins monumentais, estufas, vinhas, uma quinta e até o Observatório do Vaticano.
João Paulo II tratava-o carinhosamente por "Vaticano II" e até mandou construir ali uma piscina, que neste ano de pontificado tem servido de local para Leão XIV fazer um pouco de exercício nos seus dias de descanso.
Bento XVI, que também ali passava as suas férias, mudou-se para lá a 28 de fevereiro de 2013, após a sua renúncia ao papado.
Pio XII morreu entre estes muros em 1958 e Paulo VI em 1978.
No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, Pio XII abriu o palácio aos refugiados, tendo a câmara papal sido transformada em maternidade, e dezenas de bebés que ali nasceram foram apelidados de "filhos do Papa".