Dia Internacional da Amizade
Não se compra nem se vende!
Sentimento, que nasce em nós e, que em nós pode morrer, se não for acarinhado.
É uma semente que germina, cresce, desabrocha, dá flor e dá fruto.
Com frémitos de amor, é regada.
Com fluxos de carinho, alimentada.
Chama-se amizade!
Com sete letras se escreve, tantas letras, como tem a palavra saudade.
Não há amizade sem saudade, nem saudade sem amizade. As duas se entrelaçam.
Aquando a partida de um ente querido, o ente parte, mas a amizade fica, só que fica acompanhada de uma torturadora saudade, que lhe fará uma eterna companhia.
Assim, como os vírus atacam as plantas, levando-as à asfixia, também a amizade é muitas vezes asfixiada por determinados vírus, que a corroem. Entre esses malignos vírus, se encontra o dinheiro, talvez o mais destruidor, sendo também a inveja, outro micróbio altamente infeccioso.
São as heranças, bens que deveriam contribuir para enriquecer a amizade familiar, mas pelo contrário, muitas vezes estão na origem da quebra de velhas amizades e, apenas, por se descordar de mais um metro, ou menos um metro quadrado de terreno, numa partilha.
É certo e sabido, que tudo por aqui ficará e aquando, na hora
da nossa partida, para nada nos servirão tais metros quadrados, porque nada de quadrado terá a nossa última morada terrestre, já que um pequeno retângulo de terreno, nos bastará.
Ou talvez, quem sabe?
Uma alta temperatura, reduzirá a cinzas, aquilo que já nada vale.
Se tudo isto, fosse meditado, nos momentos, que antecedem qualquer quezila, talvez nos contentássemos, apenas com um simples abraço e em vez de se destruir uma amizade, cimentá-la-íamos, muito mais.
Como seria lindo, se assim fosse!
A amizade é a essência da paz.
Houvesse mais amizade entre os homens e a guerra não existia.
Não fosse ignorada, a mensagem que O Cristo nos deixou,” Amai-vos uns aos Outros”, jamais se inalaria o cheiro da pólvora no planeta terra, respiraríamos amor a granel, o mundo seria um mar de rosas sem espinhos, e viveríamos num paraíso.
José Miguel Alves