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Francisco Gomes diz que máfias brasileiras crescem no aeroporto de Lisboa

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O deputado madeirense do Chega (CH), Francisco Gomes, denunciou aquilo que considera serem sinais de uma agravada presença de redes criminosas brasileiras em áreas operacionais do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Segundo o parlamentar, o partido continua a receber informações que apontam para um clima de intimidação e medo entre trabalhadores ligados às operações aeroportuárias, alegadamente promovido por membros dessas redes já infiltrados.

As informações recebidas descrevem situações de pressão psicológica, ameaças e coação de membros dessas redes sobre outros colaboradores do aeroporto. A confirmarem-se, estas alegações podem revelar a existência de estruturas organizadas com capacidade para influenciar o funcionamento de setores estratégicos da principal infraestrutura aeroportuária do país.

"A persistência de relatos de intimidação, ameaças e controlo informal de setores operacionais por brasileiros ligados ao PCC aponta que deixamos de estar perante um simples problema laboral, mas estamos perante uma questão de segurança nacional", afirma Francisco Gomes.

O deputado sustenta que as informações recebidas pelo CH confirmam que membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) estão a criar um ambiente de medo que desencoraja denúncias e favorece a impunidade. Considera particularmente grave que tais situações possam estar a facilitar a entrada em território nacional de contrabando, armas e drogas provenientes da América do Sul.

"Portugal não pode permitir que organizações criminosas ganhem espaço dentro de infraestruturas estratégicas do Estado e usem esse espaço para promover o tráfico de armas e drogas. Quem controla aeroportos, ou tenta fazê-lo, é uma ameaça ao país", declara.

O parlamentar defende a abertura de uma investigação urgente pelas autoridades competentes e exige que sejam apuradas todas as responsabilidades relacionadas com as denúncias recebidas.

"O governo tem dito aos portugueses que está tudo sob controlo, mas sabemos que isso não corresponde à realidade dos fatos. O país precisa de menos ingenuidade política, menos perseguição às polícias e mais autoridade no combate às máfias", remata Francisco Gomes.