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Chega diz que há organizações extremistas financiadas com dinheiros públicos nacionais

Deputado madeirense Francisco Gomes nomeia Jamaat-e-Islami, Khilafat Majlish, Tablighi Jamaat, Tigres do Khalistão e o Primeiro Comando da Capital na lista

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira, Francisco Gomes, "alertou para a existência de informações que apontam para a presença em Portugal de movimentos identificados internacionalmente como extremistas e associados a processos de radicalização, referindo grupos como Jamaat-e-Islami, Khilafat Majlish, Tablighi Jamaat, Tigres do Khalistão e o Primeiro Comando da Capital", lê-se numa nota de imprensa.

O parlamentar reage a notícias vindas do Reino Unido e faz o paralelo com a Portugal, manifestando, também, "preocupação com a possibilidade de verbas públicas estarem a ser canalizadas para entidades que se apresentam como organizações religiosas, culturais ou de apoio social, mas que poderão funcionar como fachadas para o financiamento desses movimentos extremistas".

Francisco Gomes refere que no Reino Unido notícias "apontam para o alegado desvio de mais de 28 mil milhões de libras de fundos públicos para entidades posteriormente associadas a actividades extremistas", acreditando que "o que se passa em Inglaterra também está a acontecer em Portugal e o dinheiro dos portugueses está a ser usado para financiar extremistas islâmicos que representam uma ameaça à segurança nacional e aos valores da nossa civilização".

O deputado eleito na Assembleia da República diz que "é incompreensível que sucessivos alertas produzidos por serviços de informações e entidades internacionais não estejam a conduzir a uma resposta política mais firme por parte das autoridades portuguesas". E acrescenta: "O que é inacreditável é que existem investigações de serviços de segurança estrangeiros e sinais cada vez evidentes de radicalização em território português e que o governo português continue a agir como se nada estivesse a acontecer. É incompetência total."

Defende, por isso, "uma fiscalização rigorosa dos apoios públicos, maior controlo sobre as entidades beneficiárias de financiamento estatal e uma cooperação mais estreita entre os serviços de segurança nacionais e os seus parceiros internacionais", recorrendo novamente a um caso no Reino Unido para sustentar a sua ideia. "Henry Novak (jovem assassinado por um sikh britânico) e milhares de jovens e meninas vítimas de crimes e violações por toda a Europa são a prova de que a ingenuidade política tem consequências", garante. "Um governo responsável previne, investiga e protege os cidadãos. O governo português continua a fingir que o problema não existe", conclui.