Pagamentos PRR atingem 13.552 ME com execução nos 75%
O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) pagou 13.552 milhões de euros aos seus beneficiários até à passada quarta-feira, com a execução a situar-se nos 75%, segundo o último relatório de monitorização.
O total de pagamentos corresponde a 61% do montante contratado e a 62% do aprovado.
Com os maiores valores recebidos estão as empresas (4.845 milhões de euros), as entidades públicas (2.708 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (2.179 milhões de euros).
Seguem-se as empresas públicas (1.442 milhões de euros), as escolas (642 milhões de euros), as instituições do ensino superior (561 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (466 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (371 milhões de euros) e, por último, as famílias (339 milhões de euros).
Por sua vez, as aprovações de projetos estão em 24.598 milhões de euros, abaixo dos 24.614 milhões de euros reportados na semana anterior.
A liderar as aprovações de projetos estão as empresas (8.511 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.720 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (4.677 milhões de euros).
Destacam-se ainda as empresas públicas (2.592 milhões de euros) e as instituições do ensino superior (1.006 milhões de euros).
Abaixo disto estão as escolas (992 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (889 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (731 milhões de euros) e as famílias (481 milhões de euros).
Até quarta-feira, o PRR recebeu 519.710 candidaturas, sendo que 489.011 foram analisadas e 386.275 foram aprovadas.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou hoje, em Lisboa, que nenhum euro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ficará por investir ou será devolvido a Bruxelas, exceto se ocorrer algum incidente até ao final de agosto.
"Estamos na fase do último esforço e, se não surgirem incidentes [...], chegaremos ao final do prazo com todos os marcos e metas concluídos, ou seja, 100% dos investimentos e reformas programadas", afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, na conferência "LOADING -- 10.º Pedido de Pagamento do PRR", em Lisboa.
Apesar de ressalvar que, ao dia de hoje, não estão cumpridos todos os marcos e metas acordados com a Comissão Europeia, o governante disse esperar que em 31 de agosto estejam.
"Nenhum euro ficará por investir. Nenhum euro será devolvido a Bruxelas", insistiu.
O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.