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Madeira

SINERGIA leva ao JPP preocupações sobre o futuro do sistema eléctrico insular

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A delegação do SINERGIA - Sindicato da Energia na Região Autónoma da Madeira reuniu-se, no passado doa 24 de Julho, com o Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo (JPP), representado pelo deputado e porta-voz Luís Martins.

A reunião, solicitada pelo SINERGIA, integra-se no ciclo de contactos que o sindicato mantém com todas as forças representadas na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

A delegação sindical foi composta por Emanuel Alberto Vieira e Nuno Serrão Dirigentes do SINERGIA. 

Segundo nota à imprensa, "o SINERGIA expôs as diferenças substanciais entre um sistema elétrico interligado, como o ibérico, e um sistema isolado como o da Madeira". "Nos sistemas interligados, tanto os períodos de excesso de produção renovável que obrigam à restrição da injeção na rede (curtailment) como os períodos prolongados de baixa disponibilidade eólica e solar (Dunkelflaute) são, em parte, absorvidos pelos sistemas vizinhos. Num sistema isolado, essa possibilidade não existe: todos os desvios têm de ser compensados internamente", acrescenta. 

Daí decorre, para o sindicato, a imperiosa necessidade de manter soluções de potência firme capazes de garantir o pleno funcionamento do sistema todos os dias do ano. A potência firme e o armazenamento não constituem uma alternativa às energias renováveis: são a condição da sua expansão segura".  Delegação do SINERGIA - Sindicato da Energia na Região Autónoma da Madeira

O SINERGIA reconheceu que "o Grupo EEM aproveitou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para concretizar investimentos relevantes e sublinhou que o investimento na produção hídrica tem gerado ganhos transversais". Alertou, contudo, para "a necessidade de manter atenção permanente à variabilidade das condições meteorológicas ao longo do ano e entre anos, que condiciona diretamente a disponibilidade do recurso renovável".

Em matéria de telecomunicações, o sindicato recordou que "sempre defendeu a exploração pública do ramal do cabo submarino EllaLink solução concretizada através da EMACOM, empresa detida a 100 % pelo Grupo EEM, cuja Estação de Cabos Submarinos entrou em serviço em 2021". Para o SINERGIA, "esta infraestrutura deve ser preservada e reforçada em domínio público, por constituir um instrumento determinante para atenuar os custos grossistas de capacidade, que se repercutem no preço final suportado pelas famílias e pelas empresas da Região". 

Em capítulo próprio e distinto, o SINERGIA transmitiu ao grupo parlamentar as "suas posições em matéria laboral: negociações transparentes e conduzidas em simultâneo com todas as estruturas representativas dos trabalhadores; adopção de um sistema de avaliação híbrido, que combine critérios objectivos com apreciação qualitativa do desempenho; e revisão gradual do Instrumento de Regulamentação Coletiva de Trabalho (IRCT), incluindo a ponderação do seu alargamento às demais empresas do Grupo EEM".

O SINERGIA agradeceu a oportunidade e o diálogo franco, manifestando disponibilidade permanente para prestar contributos técnicos sobre iniciativas legislativas que incidam no setor energético regional.

"O que nos move é o reconhecimento do trabalho realizado dentro do Grupo EEM e a garantia de que a população da Madeira e do Porto Santo tem acesso à energia ao melhor preço e com as melhores soluções de política pública. Continuaremos a reunir-nos com todos os grupos parlamentares, sem qualquer distinção, porque estas são matérias de interesse regional e não de posicionamento partidário", refere o Núcleo de Direcção da Madeira do SINERGIA.