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Madeira

Novo sistema criticado no Gabinete de acesso ao Superior

Normalidade tende a regressar, mas há descontentamento com o processo

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Foto Arquivo

A instabilidade que envolveu a classificação e divulgação dos resultados dos exames finais nacionais do ensino secundário marcou de forma negativa os alunos e reflecte-se agora na forma como avaliam o caminho até à candidatura ao Ensino Superior. Ontem o processo começou tarde, pelas 16h30 no Gabinete do Ensino Superior. Esta manhã encontrámos pais e filhos à espera para dar entrada do processo nesta 1.ª fase, que abriu ontem e decorre até ao dia 6 de Agosto. A pergunta impõe-se a quem chega: “Tem a ficha ENES?”

Depois de cerca de centena e meia de reagendamentos ontem devido à impossibilidade de obter no sistema a ficha Exames Nacionais do Ensino Secundário (ENES), o espaço de apoio às candidaturas ao superior ficou aberto até um pouco mais tarde para responder aos que conseguiram na sua escola o documento imprescindível para concorrer às universidades e politécnicos. O processo de emissão ainda não está dentro da normalidade em todas as escolas secundárias, e depois e ter estado a funcionar, há reportes de novas falhas no sistema.

Ricardo Gonçalves espera várias dezenas de estudantes ao longo do dia de hoje e cerca de 1.700 no final do período de candidatura, um aumento de perto de 300 estudantes em relação aos que se candidataram no ano passado.

O agendamento dos atendimentos não é novo, mas contribui para que não haja grande espera, explica o director regional. Pede a quem se desloca ao Gabinete que o faça mediante agendamento prévio, que traga o cartão de cidadão, a ficha ENES, a senha de candidatura, e que traga o plano de candidatura, isto é, o código das universidades e cursos que pretende concorrer.

“A própria plataforma informática de apoio aqui do Governo Regional permite que as pessoas possam fazer o agendamento da sua candidatura e, ao fazê-lo, tem um horário que chegam, são atendidos por um dos técnicos e o processo é mais fluido”.

Quem ali chega já vem, na generalidade dos casos, com o trabalho de casa feito. O mais importante, explica, é que os alunos tenham acesso a toda a informação e não querendo generalizar, porque cada caso é um caso, a regra tem sido que os estudantes já chegam com uma ideia do que querem. “Tiveram já bastante espaço para poderem tomar decisões, nós estivemos a auxiliar os estudantes nesse aspecto, as próprias escolas”, revela o Ricardo Gonçalves, referindo os muitos alunos que procuraram o Gabinete ao longo dos últimos seis meses e as sessões que realizaram nas escolas.

No ano passado houve sensivelmente menos de 300 candidatos do que era habitual. O director acredita que este ano a Madeira vai voltar aos números dos anos anteriores.

Bruno Gonçalves está a contribuir para essa subida, o estudante da Escola Secundária Jaime Moniz confessa o seu descontentamento com todo o processo das provas de acesso. “Tem sido uma confusão, para nós alunos, para os pais também, que ficam preocupados connosco e com o nosso futuro”.

Depois de realizar os exames, os dias foram de ansiedade, revela, sobretudo pelo receio de poder ter a nota suspensa. Não aconteceu, as classificações de Português e Matemática saíram nas pautas. “Para ser sincero eu pensei que Português ia ser um pouco melhor, mas eu pedi ao professor para verificar e ele diz que é aquela nota que eu tenho”.

Hoje Bruno Gonçalves ainda teve um contratempo, chegou esta manhã à escola e a ficha ENES ainda não estava disponível, teria de voltar um pouco mais tarde.

Este aluno, que quer entrar no curso de Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra não vai pedir revisão nem vai concorrer à segunda fase dos exames, que hoje começou também. Tem nota suficiente para entrar, as perspectivas são boas, disse.