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Casos do dia

CTT reforçam distribuição em 25% após atrasos na Madeira

Moradores denunciam cartas e encomendas entregues com semanas de atraso

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Foto Arquivo, ASPRESS

A entidade admite constrangimentos e diz estar a reforçar a distribuição na Região

Os CTT – Correios de Portugal estão a reforçar a distribuição de correspondência na Região Autónoma da Madeira, numa tentativa de acelerar a normalização do serviço postal após os constrangimentos registados nas últimas semanas.

Em resposta escrita ao DIÁRIO, a empresa revela que está a implementar um plano que prevê um aumento de 25% da capacidade de distribuição, através do reforço dos meios humanos, da frota e do número de rotas. A medida é acompanhada por uma reorganização dos processos internos e pela expansão de soluções alternativas para a entrega de encomendas, nomeadamente através da rede de cacifos automáticos Locky e de pontos de recolha de parceiros.

Segundo os CTT, a rede de cacifos deverá crescer para um total de 50 equipamentos, com a instalação de mais 30 novas localizações, permitindo aumentar a capacidade de resposta na Região. A empresa informa ainda que foi dada prioridade à distribuição de correspondência considerada crítica, como os vales destinados a pensionistas, assegurando que as medidas entretanto adoptadas "começaram já a produzir resultados positivos", verificando-se uma melhoria gradual do serviço.

Paralelamente, prossegue o processo de recrutamento de novos trabalhadores, considerado essencial para estabilizar a operação.

O reforço agora anunciado surge numa altura em que o DIÁRIO tem recebido, nos últimos dias, diversas reclamações de moradores de vários concelhos da Madeira, que denunciam atrasos significativos na entrega de cartas e encomendas.

Segundo os relatos enviados à redacção, há casos de correspondência datada dos meses de Maio e Junho que apenas começou agora a ser entregue aos destinatários. Outros residentes afirmam que o correio permanece acumulado durante vários dias antes de ser distribuído, situação que dizem verificar-se em diferentes localidades da ilha.

Na resposta enviada ao DIÁRIO, os CTT explicam que os constrangimentos resultam da conjugação de vários factores, entre eles limitações no transporte de objectos postais entre o Continente e a Madeira, quer por via aérea quer marítima, associadas a restrições de capacidade de carga. A estes factores junta-se, segundo a empresa, a dificuldade em repor plenamente a capacidade operacional devido à escassez de mão-de-obra disponível, circunstância que dificultou a recuperação da acumulação de correspondência provocada pela irregularidade dos fluxos de transporte.

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