Museu de Fotografia promove oficina de fotografia analógica
O Serviço Educativo do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente's, espaço tutelado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direcção Regional da Cultura, promove, nos dias 23 e 24 de Julho, uma Oficina de Fotogramas e de Quimigramas, uma iniciativa que pretende dar a conhecer duas técnicas históricas da fotografia analógica, proporcionando aos participantes uma experiência prática de criação artística em laboratório fotográfico.
A actividade decorrerá entre as 10h00 e as 12h30, sendo dirigida a diferentes públicos. No dia 23 de Julho, a oficina destina-se a crianças e jovens com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, enquanto a sessão de 24 de Julho será dedicada ao público adulto.
De participação gratuita, a iniciativa conta com um número limitado de oito participantes por sessão, garantindo um acompanhamento próximo ao longo das diferentes actividades. As inscrições podem ser efectuadas através do formulário disponível em https://forms.gle/FjpkJ9Jobi48RFPQ7.
Durante a oficina, os participantes terão a oportunidade de contactar com os princípios fundamentais da fotografia analógica, conhecendo conceitos como positivo e negativo fotográfico, os processos de revelação a preto e branco e o funcionamento da câmara escura. A componente teórica será complementada com uma vertente prática, permitindo explorar as potencialidades criativas do fotograma e do quimigrama.
O fotograma é uma técnica fotográfica que permite obter imagens sem recurso a câmara fotográfica, através da colocação de objetos diretamente sobre papel fotossensível, posteriormente exposto à luz. O resultado traduz-se em composições visuais marcadas pelo jogo entre luz, sombra, transparências e diferentes gamas tonais. Entre os artistas que mais contribuíram para a divulgação desta técnica destaca-se Man Ray, cuja obra constitui uma referência incontornável na história da fotografia do século XX.
Por sua vez, o quimigrama combina processos fotográficos e pictóricos, permitindo criar imagens através da acção de produtos químicos sobre papel fotográfico preparado com sais de prata. Desenvolvida e divulgada pelo artista belga Pierre Cordier, esta técnica distingue-se pela liberdade criativa que oferece, produzindo imagens de grande expressividade plástica.
Ao longo das sessões, os participantes irão realizar exercícios de exploração gráfica, experimentar diferentes processos de criação de quimigramas e produzir fotogramas em laboratório fotográfico, utilizando ampliador, papel fotográfico e os respectivos químicos de revelação, sempre com observância das normas de higiene e segurança aplicáveis.
Com esta iniciativa, o Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente's reforça a sua missão de valorização e divulgação do património fotográfico, promovendo o conhecimento dos processos históricos da fotografia e incentivando a experimentação artística junto de diferentes públicos.
A oficina integra a programação do Serviço Educativo do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente's, que tem vindo a desenvolver um conjunto de actividades de mediação cultural orientadas para a aproximação da comunidade ao património fotográfico regional, através de experiências educativas e criativas.
"O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente's tem vindo a afirmar-se como um espaço de referência na preservação, valorização e divulgação da memória fotográfica da Região, mas também como um local aberto à experimentação e à aprendizagem. Oficinas como esta permitem que diferentes públicos contactem diretamente com técnicas fundamentais da história da fotografia, compreendendo os seus princípios e explorando a sua dimensão artística e criativa", afirma Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura.
"A aposta numa programação educativa diversificada, dirigida a crianças, jovens e adultos, reflecte o compromisso do Governo Regional em promover o acesso à cultura e em estimular a participação activa da comunidade na descoberta do nosso património. Ao proporcionar experiências práticas em torno da fotografia analógica, o Museu de Fotografia da Madeira contribui para a valorização do conhecimento, da criatividade e da ligação entre passado e contemporaneidade~", acrescenta Eduardo Jesus.